Rio A Petrobras informou que o abastecimento de petróleo e derivados no País está garantido mesmo com a guerra no Iraque. Segundo a companhia, sua produção atual atende 90% da demanda brasileira. Além disso, a maior parte do petróleo importado está fora da área de conflito, localizado notadamente na África e América Latina.
As importações de petróleo originárias do Oriente Médio, especialmente da Arábia Saudita, podem ser substituídas possivelmente por outros fornecedores em caso de problemas com suprimento.
Em relação aos derivados, a Petrobras afirma que os volumes importados - GLP (gás de cozinha) e óleo diesel - são provenientes de países do Caribe, América Latina, Ásia e África, portanto fora da área de conflito.
A estatal importa 11% da demanda de óleo diesel do País e 18% da de GLP. Em relação aos estoques, a Petrobras informa que é grande sua capacidade de armazenamento em terminais e refinarias, compatível com aos padrões internacionais.
A Petrobras lembra ainda que em outros períodos de crise internacional de petróleo, como a do Golfo em 1990 e 1991, quando a produção era de apenas 54% da demanda, não houve problemas com abastecimento no País.
O Grupo de Acompanhamento do Suprimento de Combustíveis e Derivados, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, informou, por meio de nota à imprensa, que ''o governo e o País estão preparados para enfrentar os desdobramentos internos do presente conflito (guerra entre Estados Unidos e o Iraque), sem afetar o abastecimento à população''.
De acordo com a nota, o grupo vem monitorando o quadro internacional e a situação interna do setor desde a última semana de janeiro, e ''considera que o País encontra-se em situação tranquila em relação ao suprimento de derivados''.
''O País não depende de petróleo importado do Iraque e de outros países da região envolvida no conflito, complementando o suprimento interno com importações do Caribe, Golfo Americano, Ásia e África'', destaca a nota.

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