O secretário de Política Agrícola, Benedito Rosa, alertou ontem que se a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) não aprovar a importação de milho geneticamente modificado da Argentina e dos Estados Unidos, haverá problemas de abastecimento no País nos próximos dias. Segundo ele, de janeiro a maio deste ano já foram importadas 864 mil t de milho, sendo 85% da Argentina. A previsão do governo é de que será preciso importar neste ano cerca de dois milhões de t de milho para suprir o mercado interno, que é de 35 milhões de toneladas do produto, contra uma produção de 32 milhões de t.
Rosa disse que os setores mais afetados com a proibição de importar milho transgênico da Argentina são a avicultura e a suinocultura, especialmente a dos Estados do Nordeste. Alertou, contudo, que os avicultores e suinocultores do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro já manifestaram sua preocupação ao Ministério com o suprimento de milho, uma vez que os estoques disponíveis são suficientes para apenas 10 dias.
O desabastecimento provocará aumento nos custos de produção de frangos e suínos e, como consequência, encarecimento do preço ao consumidor desses dois produtos. ‘‘É preciso considerar também o desemprego que isso acarretarᒒ, enfatizou.

mockup