São Paulo - Depois de passar praticamente todo o ano de 2002 apresentando vantagem para o consumidor, o uso do álcool hidratado combustível já se tornou economicamente inviável em relação à gasolina em 11 Estados e no Distrito Federal, mesmo com o aumento de 12,09% da gasolina, no dia 4.
A pesquisa da Vital Commodities compara o consumo de dois modelos Palio 1.0, em ambiente urbano, um movido a gasolina e outro a álcool. ''Como o poder carburante do álcool é menor que o da gasolina, o carro a álcool tem consumo maior. Por isso, apesar do preço do álcool ser mais baixo, nem sempre isto é sinal de economia'', explica Rui Cerdeira Sabino, diretor da empresa.
No Distrito Federal, segundo a Associação Nacional do Petróleo (ANP), o litro da gasolina é vendido em média por R$ 1,921, enquanto o álcool sai por R$ 1,643. Como o poder carburante do álcool, segundo a Associação Nacional dos Veículos Automotores, é 25% menor que o da gasolina, para rodar a mesma quilometragem o motorista do Distrito Federal que abastece com álcool gastaria R$ 2,053.
Pelo resultado da pesquisa, o uso do álcool era inviável no Pará, Maranhão, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Amapá, Acre, Piauí, Roraima e Distrito Federal durante o período de 3 a 9 de novembro.
A Fecombustíveis, que reúne os postos, e o Sindicom, que reúne as distribuidoras, responsabilizam as usinas pelo aumento dos preços. Vale ressaltar que os postos de revenda de combustíveis aumentaram suas margens brutas na comercialização do álcool em 77% na semana entre 3 e 9 de novembro, segundo dados da ANP.
O setor sucroalcooleiro, no entanto, argumenta que houve uma recomposição de preços. Durante o pico da safra, o litro do álcool hidratado chegou a ser vendido pelas usinas às distribuidoras por menos de R$ 0,40.

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