A Telebrás e a privatização das telecomunicações
- A Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebrás) foi criada pela lei 5.792, de 11 de julho de 1972, como sociedade de economia mista, vinculada ao Ministério das Comunicações, com atribuições de planejar, implantar e operar o Sistema Nacional de Telecomunicações.
- Holding constituída de 27 operadoras estaduais e de uma operadora de longa distância a Empresa Brasileira de Telecomunicações S/A (Embratel) , além de dois centros de treinamento (em Recife e em Brasília) e de um Centro de Pesquisa e de Desenvolvimento, era responsável por mais de 95% dos serviços públicos de telecomunicações do País.
- Antes da privatização da Telebrás, o setor de telecomunicações passou por um processo de transformações, iniciado em 1995, com a mudança da Constituição Federal; promulgação da Lei Mínima e da Lei Geral de Telecomunicações; com a criação e implementação do órgão regulador Anatel; aprovação do Plano Geral de Outorgas e do Plano Geral de Metas; e a modelagem da reestruturação do Sistema Telebrás. As 27 holdings foram cindidas em 12 empresas.
- A venda das ações da União Federal, que, como acionista majoritária, exercia o controle dessas empresas por intermédio do Poder Executivo, foi cercada de protestos de entidades classistas que defendiam a manutenção do controle acionário pelo governo.
- A última empresa do Sistema Telebrás foi vendida no leilão realizado no dia 29 de julho de 1998. O Ministério das Comunicações chegou a fixar o valor mínimo em R$ 30 bilhões, em fevereiro de 98, mas o preço mínimo das ações ficou em R$ 13,47 bilhões. O governo arrecadou R$ 22 bilhões com a venda das 12 empresas.
- A Telebrás encontra-se, atualmente, em situação de descontinuidade, exercendo apenas funções essenciais ao seu funcionamento até sua futura dissolução.





