Curitiba A área de soja no Paraná vai aumentar em mais 200 mil hectares na safra 2003/04 que começa a ser plantada agora. Com isso, a área ocupada com a cultura cresce 5,5%, o que faz prever que está surgindo uma nova safra recorde de soja no Estado, que deve atingir 11,5 milhões de toneladas, em condições normais de clima. A área, de 3,8 milhões de hectares, a maior da história da leguminosa no Estado, corresponde a mais da metade da área ocupada com todas as lavouras no Paraná.
Apesar da previsão de aumento na produção de soja, a produção de grãos na safra 2003/04 deve recuar 2,6% em média, informou ontem Norberto Ortigara, chefe do setor de Previsão de Safras e Custos do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A queda na produção em geral está sendo atribuída à redução no plantio de milho, cuja área plantada deve cair 8,2%.
O cultivo dos 15 produtos mais plantados no Estado devem ocupar um total de 6,25 milhões de hectares no Estado, o que corresponde a aumento de 1,4% sobre a área plantada no ano passado que foi 6,17 milhões de hectares. A produção, que na safra passada foi de 33,8 milhões de toneladas, deve cair para cerca de 32,6 milhões de toneladas.
Segundo Ortigara, essa redução deve ocorrer por causa da queda no plantio de milho, cujo rendimento em volume é quase o dobro que o da soja. Para se ter uma idéia, a oleaginosa rende em média 3,01 toneladas por hectare, enquanto o milho produz 5,37 toneladas por hectare. Com o maior plantio da soja em detrimento do milho, o resultado final da safra é menor, justificou.
O plantio de milho recua de 1,46 milhão de hectares da safra passada para 1,34 milhão de hectares este ano. A produção média terá uma perda de um milhão de toneladas, saindo de 8,2 milhões de toneladas na safra anterior para cerca de 7,2 milhões de toneladas este ano. Na avaliação de Ortigara, o desinteresse pelo plantio de milho joga para a safrinha a responsabilidade do abastecimento no ano que vem.
Culturas que tiveram queda de produção nas safras anteriores, despontam como promissoras. É o que está ocorrendo com o algodão, com expansão de área acima de 10%. O plantio de mandioca também cresce 22%. O motivo é a recuperação dos preços que está estimulando os produtores.
Já o feijão, cuja expectativa era de aumento de plantio, por causa dos bons preços durante todo o ano, deve perder 4,8% da área para a soja.

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