A Repercussão
A REPERCUSSÃO
Políticos, empresários e lideranças do País dividem-se quanto à saída de
Gustavo Franco do BC e sobre os possíveis resultados da mexida no câmbio
Gustavo Franco já foi tarde. Quando o governo propõe um ajuste fiscal dessa magnitude, a primeira consequência tem de ser a redução dos juros, para viabilizar as medidas fiscais. Aqui se fez o contrário.
José Eduardo de Andrade Vieira (PTB-PR), senador
Começou a salvação do Brasil. O presidente entendeu que precisa de duas políticas para resolver dois problemas (redução do déficit e alteração no câmbio). Perdemos quatro anos, mas isso não tem importância porque quem perdeu o emprego não foram eles.
Delfim Netto (PPB-SP), deputado federal
Gustavo Franco prestou bons serviços, já estava havia algum tempo no cargo e achou que era o momento de sair. E ainda vai prestar contribuição ao governo como bom conselheiro da área econômica. Mas pode haver divergências, que são evitadas por meio de outras nomeações.
Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), presidente do Senado
O nome de Francisco Lopes para a presidência do Banco Cetral não significa necessariamente mudança na política econômica. O governo, para responder às pressões, não pode mexer só no câmbio. A desvalorização sozinha pode ter consequências trágicas.
José Dirceu, presidente nacional do PT.
Nós queremos conversar desde já sobre a redução dos juros, mas se isso comprometer o ajuste fiscal, é claro que seremos flexíveis. O ajuste fiscal não pode se tornar um embuste fiscal.
Horácio Piva (PSDB-SP), empresário e presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp)





