A rentabilidade dos fundos de pensão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de dezembro de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - De janeiro a agosto deste ano, os fundos de pensão alcançaram uma rentabilidade de 10,23%, percentual que é quase o dobro do resultado (meta atuarial) que precisariam gerar para manter uma boa saúde financeira. Com base nesse desempenho, a projeção é que os fundos de pensão fechem 2006 com uma rentabilidade média de 18,82%, mais de 100% de sua meta atuarial de 8,65% para este ano.
''Os resultados foram promissores'', afirmou o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Fernando Pimentel, semana passada em Curitiba. Ele participou do 27º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, maior evento anual realizado pelos fundos de pensão, e que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, entre conferencistas internacionais, autoridades governamentais, empresários e dirigentes das maiores entidades de previdência complementar do País.
A expectativa, segundo Pimentel, é que o setor continue crescendo nos próximos anos. Os fundos de pensão têm hoje cerca de 2,5 milhões de trabalhadores participantes, o equivalente a menos de 4% da População Economicamente Ativa (PEA) do País, e ativos totais, no mês de agosto, no valor de R$ 345 bilhões, o equivalente a 17,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O objetivo, de acordo com Pimentel, é ''sair de 18% do PIB para 25% em 2010''.
Para isso, a Abrapp está realizando um levantamento junto aos dez maiores órgãos de classe e sindicatos do País. O objetivo é chegar a pelo menos 4 milhões de trabalhadores em 2010, que garantiriam R$ 460 bilhões de poupança previdenciária.
Segundo Pimentel, dos 2,5 milhões de participantes existentes hoje, cerca de 25% (614 mil) recebem benefícios e outros 1,8 mil apenas contribuem para o sistema. Os 614 mil trabalhadores assistidos recebem em média R$ 3 mil, valor bem superior ao benefício médio pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), de R$ 537.


