A rede de relacionamentos profissionais
Um comportamento que normalmente acontece de forma natural, tem se tornado cada vez mais profissional nos últimos tempos, quando o assunto é mercado de trabalho: a rede de relacionamentos. Agora, destaca o consultor empresarial Wellington Moreira, formar e cultivar uma rede de contatos é fazer networking. Fazer networking é realizar negócios a partir dessa rede de contatos. É o famoso QI (quem indica), mas de forma mais profissional, resume o especialista.
Segundo ele, o networking traz resultados a longo prazo. Moreira ressalta que é preciso cuidar dessa rede de relacionamentos, manter contato, trocar e-mails, telefonemas, se mostrar presente. Tem gente que diz que sabe fazer networking mas não sabe, porque procura essa rede somente quando perde o emprego. E dessa forma não funciona, exemplifica.
O processo pode acontecer formal ou informalmente. Nos últimos anos, conta o consultor empresarial, surgiram grupos que reúnem empresários, os quais pagam uma mensalidade para fazer parte dessa rede. Trata-se de um clube de empreendedores, clube para fazer networking, explica, descrevendo que a modalidade é interessante porque muitas vezes os empresários conseguem fechar bons negócios entre eles durante as reuniões do clube.
De acordo com Moreira, às vezes o networking acontece naturalmente, sem as pessoas peceberem ou entenderem o processo. Porém, como não entendem, não fazem bem feito. Networking só acontece, só há ganho, se existe uma via de mão dupla, quando as duas partes ganham. Se uma pessoa liga para outra e pede um favor, tem que pensar no que tem para oferecer em troca, define.
O consultor empresarial contou sobre sua própria experiência e destacou que muitas empresas o contratam por causa do networking. As pessoas que conhecem meu trabalho, gostam dos meus cursos, das minhas palestras, indicam para os outros. Eu também indico pessoas, faço a ponte, é bom para todo mundo, refoça.
Ele frisa que tem muitos profissionais que iniciam uma pós-graduação, um MBA, não por causa do curso em si, mas para fazer contatos. Muitas vezes esses alunos estão mais preocupados com a hora do coffee break. É o momento dos profissionais trocarem cartões de visita, pontua. (E.Z.)





