A Pro Teste enumera os principais motivos para se fugir dessa aplicação:
1 Baixa liquidez - Considerando o prazo de carência e a penalidade de desconto sobre o capital em caso de resgate antecipado, o consumidor fica desencorajado a retirar seu dinheiro. Sem contar que é muito prejudicado no caso de precisar dele para alguma emergência.
2 Cotas - Nem todo o dinheiro depositado é capitalizado (em média, só 86% do capital). O fato não é exposto com clareza pelas sociedades de capitalização.
3 Sorteios - O grande diferencial, mas a probabilidade de ser premiado nos sorteios é bem pequena, como em qualquer jogo de azar. Os prêmios ainda podem ser modestos, bem diferentes dos da propaganda que sugerem uma casa ou um carro.
4 Custo de oportunidade - A rentabilidade é muito baixa se comparada a outros tipos de investimento. O investidor deixa de ganhar uma remuneração (por poupança, fundo de renda fixa, fundo DI...) com pouco risco para perder dinheiro.
5 Comodidade - O atrativo de debitar o dinheiro automaticamente da conta corrente, forçando-o a constituir uma poupança programada, não é um recurso exclusivo deste produto.Em outras aplicações bem mais rentáveis também é possível fazer isso.e
Diante deste quadro tão ruim para o consumidor, a Pro Teste enviou para a Susep sugestões para que o produto seja alterado, mas não houve retorno. Por entender que a comercialização de títulos não pode continuar do jeito que está, a Pro Teste promoverá uma campanha para que o consumidor seja ressarcido do que depositou inicialmente e obtenha mais uma remuneração positiva, a mesma atribuída à caderneta de poupança, por deixar seu dinheiro com a instituição.
E para que acabem as penalidades para resgates antecipados, assim como a venda casada, que ocorre na hora da concessão de crédito, em que o cliente é pressionado a adquirir um título de capitalização. (Pro-Teste)





