A palavra é...COMPETITIVIDADE
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terça-feira, 05 de dezembro de 2006
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Espírito empreendedor nunca faltou ao libanês Mohamad Chahaine, que chegou a Londrina em 1956 e logo se aventurou numa ''perua'' como mascate pelo interior do Paraná. Em 1965, era hora deixar as estradas e ousar um pouco mais abrindo uma loja na área central. A General, que vende roupas, chapéus, malas, tecidos, entre outros objetos sobrevive até hoje nas esquinas da Rua Sergipe com Rio de Janeiro.
Marcos Rogério Fertonani, outro exemplo, percebeu há 10 anos que Londrina não oferecia loja especializada em veículos 4x4. Junto com o irmão, eles começaram a pesquisar sobre o assunto no mercado norte-americano. Esse foi o ponto de partida para a abertura da Ação 4x4 Comércio e Serviço Automobilístico, que presta assistência autorizada para veículos Troller e Land Rover.
Assim como Chahaine e Fertonani, muitos outros empreendedores estão se deparando com a palavra do século 21: competitividade. Independente de época ou de estilos de negócios a competitividade leva as empresas a se reorganizarem e pensar em novas formas de enfrentar a concorrência.
Por isso, a competitividade da indústria e dos serviços tornou-se uma das preocupações centrais nos dias de hoje porque está intrinsecamente associada à capacidade da economia de preservar, gerar ou minimizar a redução de postos de trabalho.
''Nas décadas de 70 e 80 as empresas dependiam de manufatura e tinham pouco grau de automação. Era um processo mecânico e não eletrônico como é hoje. Com o marco da tecnologia, no início de 90, as empresas passaram a ser informatizadas, os micros passaram a ser acessíveis'', explica o consultor e professor de estratégia do MBA da Fundação Getúlio Vargas, Luciano Salamacha. Com isso, tanto o consumidor quanto o fornecedor tiveram uma revolução tecnológica que forçou uma mudança de padrões e conceitos.
''Para ter idéia, até 1990 São Paulo oferecia curso de torneiro mecânico. De lá para cá isso acabou e passaram a ensinar curso de informática para os metalúrgicos. Hoje, para ser bom torneiro tem que ser bom programador de computador'', compara o consultor. ''Antes se fazia um móvel para durar a vida toda, os de hoje duram quatro anos. Por outro lado, o ferro, o liquidificador hoje são mais baratos. Antes, os produtos tinham mais gordura nos custos'', completa.
A oferta se tornou maior que a demanda e hoje o cliente não depende da loja para encontrar o produto.''A oferta não é mais regional e isso gera maior competitividade. E não é só, uma empresa tem que ser muito boa na gestão dos custos para sobreviver neste mercado. Colocar a culpa só na carga tributária não resolve, porque ela incide para todos. Embora a carga tributária pressiona o custo, não podemos usar isso como bengala'', enfatiza Salamacha.


