A NOVELA DO LEILÃO
1. O processo de privatização do Banestado se arrasta há três anos, desde quando o banco atingiu uma situação insustentável. Com um passivo de R$ 3,75 bilhões, em junho de 98, era obrigado a recorrer diariamente à linha de crédito interbancário para cobrir seus compromissos. Os juros elevados elevaram rapidamente o passivo, até atingir R$ 5,1 bilhões, quantia que o Banco Central liberou em 1999 para sanear o banco.
2. No total foram liberados R$ 5,8 bilhões com o acréscimo da correção monetária e taxa de juros. Os recursos foram liberados em parcelas durante todo o ano de 99, que encerrou com patrimônio líquido de R$ 473 milhões.
3. Oficialmente, o processo de privatização foi iniciado em 18 de fevereiro.
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4. No balanço divulgado em abril de 2000, o Banestado apresentava ativo de R$ 6,4 bilhões, depósitos em poupança no valor de R$ 1,3 bilhão e R$ 257 milhões em depósitos à vista.
5. Em 31 de maio 2000 é publicado o edital de pré-qualificação, em que os bancos interessados se cadastram junto ao Banco Central. O prazo, de 30 dias, encerra-se no dia 29 de junho, pelo cronograma contestado pelo TC.
6. O edital, questionado, diz que em 20 de julho de 2000 o Banco Central pretendia divulgar o resultado das instituições pré-qualificadas ao processo de privatização.
7. Em 21 de julho deste ano, o Banestado abriria o ‘‘Data Room’’, local que reúne todas as informações sobre o banco, desde quando foi fundado.
8. Em 31 do mês que vem ocorreria a entrega final de avaliação do consórcio, incluindo o preço mínimo da instituição.
9. Pelo cronograma, a publicação do edital de venda, já com o preço mínimo ocorreria em agosto.
10. Em setembro, a previsão era de fechamento do ‘‘Data Room’’. No mesmo mês, havaria o leilão.

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