A melhor idade com mais qualidade de vida
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Giovana Chiquim<BR> Especial para a FOLHA 
A reabilitação tem na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da incapacidade os seus principais enfoques. Esse segmento da área da saúde não está relacionado apenas à doença e suas causas, mas promove um tratamento para diminuir os efeitos e as consequências que uma enfermidade pode causar na vida do indivíduo, principalmente na população idosa, que sofre com as doenças que acompanham o envelhecimento - como hipertensão, osteoporose e diabetes, por exemplo.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2007 aponta que a expectativa de vida do brasileiro cresceu 32% - o que significa 17 anos, oito meses e um dia, em um período de 46 anos, indo dos 55 anos, em 1960, para 72 anos, em 2006. Estima-se que em 2025 o Brasil terá um contingente de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que situará o país como o sexto maior do mundo em número de idosos.
E em tempos de aumento da expectativa de vida da população, o número de profissionais que investem na área da reabilitação também é crescente. ''O aumento da proporção de idosos na população é um fenômeno mundial tão profundo que muitos chamam de 'revolução demográfica'. Cada vez mais, os profissionais da saúde precisam se especializar para atender o anseio das pessoas idosas que não abandonam o trabalho e a vida social com a chegada da idade, como acontecia com as vovós de antigamente'', explica Vanessa Suziane Probst, coordenadora do Mestrado em Ciências da Reabilitação na Unopar. O curso é oferecido pela Universidade Norte do Paraná (Unopar) em associação com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e possui docentes nas duas instituições.
Fábio Pitta, que coordena o curso na UEL, também afirma que o profissional envolvido com a reabilitação conquistou respeito e status muito maiores atualmente em relação às últimas décadas. ''O número de cursos de mestrado e doutorado (stricto sensu) e dos cursos de especialização (lato sensu) têm crescido nos últimos anos, o que indica que os profissionais estão se preparando cada vez melhor dentro de suas especialidades. A crescente interação entre as profissões envolvidas na reabilitação tornou a área ainda mais promissora, tanto clinicamente quanto cientificamente'', diz.
Vagas ofertadas
Ao todo, a UEL e a Unopar oferecem 16 vagas por ano para estudantes com graduação na área da saúde - fisioterapeutas, professores de educação física, enfermeiros, fonoaudiólogos, farmacêuticos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais - que desejem desenvolver projetos em três linhas de pesquisa distintas: Processos de avaliação e intervenção associados aos sistemas respiratório e cardiovascular; Processos de avaliação e intervenção associados ao sistema neuro-músculo-esquelético; e Aspectos funcionais e biológicos associados ao desempenho humano e à promoção de saúde.
A duração do mestrado é de dois anos e a professora Vanessa Suziane Probst explica que os alunos matriculados no curso devem se dedicar preferencialmente com exclusividade ao programa. ''Além do acompanhamento da pesquisa e da redação da dissertação, os mestrandos precisam produzir artigos para publicação em revistas científicas. A avaliação dos programas de mestrado e doutorado é anual e muito rigorosa. Os programas precisam atender às exigências da Capes para serem credenciados'', avisa.
Serviço
O edital para o curso de Mestrado em Ciências da Reabilitação estará disponível a partir de 14 de setembro. As inscrições ocorrem de 20 de setembro a 8 de outubro. Informações nos portais da Unopar (http://www2.unopar.br/sites/mestrado-em-ciencias-da-reabilitacao/index.html) e da UEL (www.uel.br/proppg/portal). São ofertadas 16 vagas, oito para a Unopar e oito para a UEL.


