Curitiba - As finanças estão diretamente relacionadas com as emoções e interferem nos investimentos e no consumo. O primeiro passo para montar estratégias para gerenciar a parte emocional é descobrir a relação que a pessoa tem com o dinheiro e quais os objetivos a atingir com ele. Isso significa que a primeira etapa é o autoconhecimento.
É importante saber qual a intensidade com que as emoções interferem na vida financeira. A psicanalista, consultora e escritora, Márcia Tolotti, diz que o dinheiro pode representar segurança, liberdade, poder ou relacionamento. Nesta última situação, o dinheiro é visto pela pessoa como um meio para ''aproveitar a vida'' e comprar tudo que deseja. Para quem o dinheiro representa relacionamento, o investimento maior é em jantares, presentes e festas. ''É necessário saber qual desses traços é mais importante para cada pessoa'', disse.
Segundo ela, na medida que a pessoa adquire todas essas percepções, transporta isso para os investimentos. Márcia utiliza o conceito da ''ordem stop'', como um método de proteção, ou seja, para a pessoa proteger-se da sua própria ''volatilidade emocional'' que pode se traduzir em forma de tristeza, depressão ou raiva.
A ''ordem stop'' é formada por quatro passos: superar bloqueios, transformar perdas em ganhos, organizar as finanças e priorizar os bons investimentos. Segundo ela, o autoconhecimento pode ser adquirido de várias formas tais como cursos, estudos e processo analítico, o método depende de cada indivíduo.

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