O mercado de previdência privada está em expansão. Na semana passada, foi a vez de a Sasse, seguradora da Caixa Econômica Federal, lançar seu plano, o Federalprev. O crescimento do ramo está ligado, especialmente, a dois fatores: a estabilidade da moeda e a crise da previdência pública. Assim, os trabalhadores passaram a perceber a importância de uma aposentadoria complementar. Nesse quadro, a previdência privada aparece como uma das principais opções. Um de seus maiores atrativos é a possibilidade de dedução integral das despesas no Imposto de Renda.
O presidente da Prever Seguros, Argemiro Iurovski, explica que, com o Plano Real, se tornou possível o planejamento a médio e longo prazos, característica fundamental dos planos de previdência privada, em que o participante chega a poupar por prazos superiores a 30 anos.
Já a reforma da Previdência Social mostra a necessidade de buscar opções de renda complementar, lembra o vice-presidente da Icatu-Hartford, Carlos Trindade. O projeto, que está sendo apreciado no Senado, prevê o teto de R$ 1,2 mil para a aposentadoria oficial. Ele recomenda ao consumidor que, no momento de escolher o plano, fique atento a três fatores: a solidez da companhia, a rentabilidade repassada ao participante e a transparência.
Quem tem mais de 50 anos e ainda não entrou num plano de previdência privada vai enfrentar sérias dificuldades para conseguir uma aposentadoria complementar de valor razoável. O motivo é simples: quanto mais tarde se optar pelo plano, maior será a contribuição mensal.
Em geral, nos planos de previdência privada o interessado paga uma contribuição fixa para garantir uma renda mensal vitalícia a partir de determinada idade. Mas também é possível definir outras formas de recebimento do valor que foi poupado ao longo dos anos no momento do resgate, diz o diretor da AGF Brasil Seguros, Flávio Perondi. Pode-se sacar o valor à vista ou resgatar parte à vista e transformar a outra parte em renda mensal vitalícia. ‘‘Também é permitido decidir pelo recebimento da renda por um prazo determinado, de cinco ou dez anos, por exemplo’’, afirma.
O diretor de Previdência do Itaú, Oswaldo do Nascimento, diz que no caso do Itauprev, se preferir uma renda mensal vitalícia, o cotista tem ainda as opções de revertê-la para o cônjuge ou filho ou garantir o pagamento a eles por 5, 10 ou 15 anos.
Outra opção é que, em caso de morte do participante, um beneficiário previamente escolhido (o cônjuge, por exemplo) passe a receber uma renda mensal vitalícia. É claro que cada escolha tem seu preço. O valor da renda vai depender da opção que o cotista fizer. E qual é a melhor escolha? Para Perondi, da AGF Brasil Seguros, a análise precisa ser feita caso a caso.’

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