A hora do GNV
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de março de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
O aumento de preços do etanol nas últimas semanas associado ao valor pouco convidativo da gasolina nos postos de Londrina está fazendo com que aumente a procura dos consumidores da cidade pela conversão dos veículos para o gás natural veícular (GNV). De fato, a diferença de preços entre os combustíveis líquidos e o gás está significativa no Paraná.
Segundo pesquisa de preços realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) - de 13 a 19 de março - no Estado o litro do etanol está sendo comercializado, em média, a R$ 2,03, a gasolina a R$ 2,58, e o GNV a R$ 1,49 o metro cúbico. Em Londrina, os valores estão um pouco mais salgados nos três casos: álcool a 2,09 (em alguns casos chega a R$ 2,39), a gasolina a R$ 2,76 e o GNV a 1,96. Dados da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) apontam que o consumo para veículos aumentou quase 7% entre janeiro e fevereiro, atingindo 80 mil metros cúbicos por dia. A expectativa da companhia é que no fechamento dos números de março o crescimento seja ainda mais expressivo.
Para Danilo de Azevedo, proprietário da Lael Convertedora de GNV, este aumento dos combustíveis líquidos já está refletindo no seu negócio. Em média, ele fazia de dez a doze carros por mês, mas agora está convertendo quase o dobro disso. ''Estamos vivendo um bom momento. Essa semana já tenho pelo menos cinco carros agendados. Não há como negar que esse aumento dos preços dos outros combustíveis está nos auxiliando. A perspectiva para os próximos meses são as melhores possíveis'', avalia Azevedo, que atua neste ramo há três anos.
Danilo comenta ainda que a maior procura são para os kits de GNV conhecidos como de ''3 geração'', que variam de R$ 2 mil a R$ 3 mil. Um dos que tem grande saída são os cilindros de 15 metros cúbicos, com autonomia de pelo menos 180 km (média de 12 km por metro cúbico). ''A procura é desde a instalação para carros novos, camionetes de alto consumo até para automóveis de empresas. O mercado está aquecido, recebemos pelo menos 20 ligações por dia de pessoas em busca de mais informações''.
Amadeu Moreira Bernini, gerente comercial do posto Gastech, único que abastece com GNV na cidade, avalia 2010 como um ano de crescimento e esse aumento de preços dos combustíveis está ajudando. ''Apesar do nosso produto ser ecológico, o que atrai mesmo o consumidor é quando mexe no bolso. Estamos com um crecimento médio de 12% ao mês e a partir de agora a tendência é que melhore ainda mais. Muita gente ainda não conhece, é um trabalho que estamos fazendo de forma gradativa''.
Um das vantagens do GNV é a pouca variação dos preços. No caso do posto de Londrina, o preço não oscila desde meados do ano passado. ''E vale dizer que não temos nenhuma projeção de aumento para este ano'', complementa Bernini.


