São Paulo - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo, Edílson de Paula, afirmou ontem que a discussão sobre a reforma trabalhista ficará para o próximo ano. ''O que nós estamos discutindo agora é a questão da reforma sindical, de reconhecimento das centrais. Esse é um processo de crescimento que nos levará à questão da reforma trabalhista'', disse.
Segundo ele, o calendário de 2006 não vai permitir que se abra a discussão sobre a reforma trabalhista, principalmente por ser um ano eleitoral. ''É uma questão de agenda. Esse ano a CUT não vai discutir reforma trabalhista'', disse.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o programa semanal de rádio ''Café com o Presidente'' para anunciar medidas que atendem às reivindicações das centrais sindicais. Ele anunciou, por exemplo, a criação do Conselho Nacional de Relações do Trabalho, que será um canal permanente de negociação entre o governo, empresários e trabalhadores.
Ele também disse que vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que reconhece a legitimidade das centrais sindicais. Essa medida estava prevista na reforma sindical, que foi enviada ao Congresso, mas não foi votada.
No programa, Lula disse ainda que pretende enviar ao Congresso uma proposta para ratificar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que permite a implantação da negociação coletiva no setor público e regulamenta o direito de greve.

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