A força das 'formiguinhas' na economia do País
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quarta-feira, 04 de outubro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Elas são pequenas, mas têm papel fundamental para o desenvolvimento da economia, pois ocupam um ponto estratégico na geração de emprego e renda. Responsáveis por 99,2% das empresas formais no País, o cenário das micro e pequenas empresas, entretanto, poderia ser bem melhor se algumas medidas políticas e econômicas fossem adotadas. Hoje, dia em que essas empresas são homenageadas nacionalmente, consultores levantam ações que poderiam alavancar o segmento, e empresários destacam como conseguem se manter em pé, diante de uma economia tão instável.
Segundo o gerente regional do Sebrae em Londrina, Heverson Feliciano, as micro e pequenas empresas têm uma representação muito importante na economia. Segundo ele, elas são responsáveis pela distribuição de renda, promovem grandes inovações tecnológicas e conseguem atender necessidades específicas do mercado. ''As grandes empresas diversificam sua produção, as pequenas - às vezes por necessidade - voltam seu foco para determinado nicho de mercado'', ressaltou Feliciano.
O gerente do Sebrae destacou, que essa representatividade pode ser vista nos números. Conforme ele, um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2002, que ainda reflete a realidade atual, revela que existem em média 4,9 milhões de empresas no setor formal urbano (excluindo o setor do governo). Só as micro e pequenas respondem por 99,2% desse total, ou seja, 4,8 milhões. Só no Paraná são cerca de 450 mil. Além disso, empregam 56,1% da força de trabalho que atua no setor formal urbano. ''Elas são representativas e precisam de apoio'', argumentou Feliciano.
Segundo ele, o Sebrae, tem se destacado como um dos maiores apoiadores desses pequenos empresários. ''De que forma? Prestando atendimento e consultorias no momento em que o empreendedor resolve montar um negócio e na hora de melhorar o desempenho das empresas que já estão no mercado'', ressaltou o gerente do Sebrae.
Entre outras ações, o órgão realiza pesquisas de mercado direcionadas, ''estuda'' o negócio em conjunto com o empreendedor e dá apoio às empresas na área de gestão e capacitação - através de cursos e palestras. Para consultores do Sebrae uma nova perspectiva para as micro e pequena empresas está sendo vislumbrada através da Lei Geral, dando uma oportunidade de tratamento diferenciada aos pequenos negócios.
Apoio fundamental - Para os empresários, esse apoio do Sebrae é fundamental, bem como toda forma de capacitação, já que não é nada fácil se manter vivo em um mercado tão competitivo e com uma economia tão instável. Segundo a empresária Silvia Mara Consalter Dorê, o apoio de instituições é importante no começo e durante toda a vida de uma empresa.
Proprietária da confecção Silvia Dorê - com loja de fábrica e revendas por mais de 180 pontos pelo País - hoje com 35 funcionários, a empresária lembrou que começou o negócio há 10 anos, através de uma incubadora. ''Isso foi importante para o começo. Fiquei dois anos, pude utilizar a estrutura física que eles me ofereceram e nesse período consegui contratar meu primeiros funcionários'', recordou. Hoje, segundo ela para melhorar o negócio também seria necessário menos burocracia na lei e uma cobrança diferenciada de impostos.
O diretor comercial da Brinquedos União, há três anos no mercado, Josué Posser, frisou que para se aperfeiçoar e aprimorar é preciso sempre buscar por treinamento. Quando a empresa - hoje com 161 funcionários - deixou apenas de embalar doces, e passou a fabricar embalagens criativas e funcionais, o primeiro passo foi buscar auxílio no Sebrae. ''Esse mercado exige inovação constante'', destacou Posser. Ele ressaltou que em 2005, a economia estava mais favorável do que neste ano. Além disso, comentou também que tributos mais baixos poderiam favorecer as micro e pequenas empresas.


