A ESTAÇÃO DO CAFEZINHO
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de junho de 2002
Mônica Kaseker<br>Equipe da Folha 
Curitiba Um cafezinho no balcão da padaria ou um expresso numa cafeteria aconchegante e bem decorada. Seja como for, entre junho e agosto, o consumo de café aumenta até 40% nos cafés e chega a dobrar nas padarias, onde custa menos. Se o café é uma boa alternativa para aquecer quem o toma, é melhor ainda para aquecer os negócios de quem trabalha com o produto, durante o inverno.
Na Panificadora Original, no centro de Curitiba, um cafezinho custa R$ 0,40 e o pingado R$ 0,50. Nos dias mais frios, a procura pela bebida chega a duplicar no balcão. Já nos cafés mais requintados da Boca Maldita, como o Ritz, por exemplo, um pretinho custa R$ 0,70, o expresso custa R$ 1,00 e o capuccino R$ 1,30. Lá o público senta ao redor de pequenas mesas, lê o jornal do dia e se aquece com o café. Entre junho e agosto, o movimento aumenta em até 40%, atingindo a cifra de mil cafezinhos vendidos por dia.
A empresária Fernanda Lustosa de Souza Campos, proprietária do Ritz há dois anos e meio, diz que o bom atendimento e a qualidade também fazem o movimento ir crescendo aos poucos em todas as estações do ano. Ela, que antes trabalhou com confecções e distribuição de produtos, não pensa em mudar de ramo tão cedo e confessa que tem planos de abrir outros cafés na cidade.
O Café da Boca, o mais tradicional da região, cobra R$ 0,60 pelo cafezinho, R$ 1,00 pelo expresso e R$ 1,50 pelo capuccino. Segundo a proprietária Samira Kadri, lá o movimento também aumenta entre 30% e 40%, atingindo vendas de até 1,5 mil cafezinhos.
No Café Metrópolis, bem próximo a Boca Maldita, um cafezinho custa R$ 0,70, o expresso R$ 1,00 e o capuccino R$ 2,50. O movimento aumenta 30% no inverno e chega aos 1,2 mil cafezinhos por dia.
A advogada Moema Tormena conta que nos dias frios não resiste a uma parada para tomar capuccino em um ambiente aconchegante, principalmente pela manhã. A universitária Camila Michalsky também acaba tomando café mais vezes durante o inverno para esquentar. O empresário Adriano Henrique Schaefr diz que a cafeteria se tornou ponto de encontro dos amigos em dias de frio.


