O turismo de eventos em Londrina não precisa apenas do Fundo Municipal de Turismo. Há muitos anos, as entidades apontam a necessidade da construção de um Centro de Convenções na cidade. Os integrantes do Núcleo de Turismo se dizem otimistas quanto à possibilidade de que a obra venha a ser construída. Segundo eles, há um empresário disposto a fazer o investimento. "Acho que, em dois meses, podemos divulgar", afirma a diretora executiva do Londrina Convention Bureau, Miryan Alves.
Ela explica que o centro precisa ter um grande auditório para, ao menos, 2.400 pessoas, salas modulares e espaço para feiras e exposições. "Só assim podemos captar os eventos maiores. Por enquanto, ficamos com os de médio porte", alega. Miryan diz que Londrina se candidatou por duas vezes a receber o Congresso Nacional da Soja, mas foi desclassificada devido à falta do equipamento. Esse seria apenas um exemplo.
"O empresário já tem as plantas da obra. Estamos aguardando o agendamento de uma reunião na Codel para apresentar o projeto", afirma o presidente do Londrina Convention Bureau, Arnaldo Falanca. Sem revelar o nome, diz que o investidor é de Londrina, mas não atua na área de turismo, nem na hotelaria. E que o empresário havia desanimado de fazer o centro de convenções devido à crise econômica, mas que agora está novamente empolgado. "Chegou à conclusão de que, neste momento difícil, fica mais fácil de fazer porque vai encontrar mão de obra e material mais baratos. Nunca estivemos tão confiantes", declara.
O próprio Falanca lembra que outras propostas para construção do centro de convenções já foram discutidas, como a do empresário Raul Fulgêncio, no Marco Zero, e também a da Sociedade Rural do Paraná. Mas que nenhuma saiu do papel.
Fulgêncio alega que desistiu do projeto porque ele não se paga. "Visitei vários centros de eventos. São todos subsidiados", declara. Ele também reclama que não houve apoio para a realização da obra, que ficaria anexa ao Boulevard Shopping. "Em Londrina, há muito discurso e pouca prática. Todo mundo trabalha sozinho. Não há envolvimento real", reclama.
Já o presidente da SRP, Moacir Sgarioni, garante que a proposta de construção de um centro de convenções está em pé. "Tem 90% de chances de se concretizar", alega. Segundo ele, a Sociedade Rural cederá o Parque Ney Braga para que investidores construam e explorem o estabelecimento. "Acredito que até julho poderemos submeter uma proposta de parceria à assembleia da Rural", conta. (N.B.)

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