Questionado sobre as dificuldades de competir com as concorrentes privadas, o presidente da Sercomtel, Regis Márcio Tavares, afirma que a contratação de mão de obra é a maior dificuldade. ''Enquanto as empresas privadas podem admitir e demitir quando bem entendem, nós precisamos fazer concursos'', ressalta.
Mesmo assim, ele afasta a possibilidade de privatização da Sercomtel. ''A empresa não precisa ser vendida, precisa de investimentos para se tornar mais ágil'', ressalta.
O presidente também não acredita na venda de novas ações da Sercomtel para a Copel, que já detém 45% da telefônica. ''Pelo que a gente sabe, os sócios não têm esta intenção. Nem a Copel quer comprar ações da Sercomtel, nem o Município quer vender'', conta.
De qualquer forma, no entendimento de Tavares, essa medida é ''desnecessária''. ''Desde a venda das ações (em 1998), os dois sócios não mantêm uma relação tão boa quanto a atual'', garante.
O presidente diz ainda que a Sercomtel precisa achar uma ''solução urgente'' para contratar uma agência de publicidade. Desde dezembro do ano passado, por decisão judicial, a telefônica não conta com o serviço. ''Isso tem trazido muita dificuldade na concorrência com as outras operadoras. Não conseguimos divulggar nossos produtos'', salienta.
Sem dizer quais, o presidente afirmou haver ''algumas alternativas'' para solucionar o problema. ''Vamos resolver nos próximos dias'', afirma. (N.B.)

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