Curitiba - A Região Metropolitana de Curitiba, Norte Central, Oeste e Centro Oriental são as mesorregiões que mais movimentam a economia do Paraná. A constatação é resultado da análise feita por técnicos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) nos dados da Secretaria de Estado da Fazenda. O estudo chamado ''Leituras Regionais'', lançado em CD-Rom, dividiu o estado em 10 mesorregiões e analisou uma série de outras variáveis sócio-econômicas.
Os dados da Região Metropolitana de Curitiba ainda estão sendo editorados, mas a coordenadora do trabalho, Rosa Moura, adiantou que a participação da Grande Curitiba no Valor Adicionado Fiscal (VAF) do Estado (indicador de geração de riqueza) cresceu de 40% para 45%,8, de 1991 para 2000. A região Norte Central fica com o segundo lugar, com 14,3% do VAF, seguida das regiões Oeste (13,8%) e Centro Oriental (7,6%). ''O restante tem participação pequena e vem perdendo população'', afirmou a técnica.
A região Norte Central que, na década de 70, superava a Região Metropolitana de Curitiba no VAF, com 25,2%, perdeu mais de 10 pontos da participação na economia estadual. Isso, segundo o Ipardes, foi resultado, principalmente, da concentração da atividade industrial na Grande Curitiba e, em segundo lugar, da expansão econômica de outras regiões do Estado.
A base agropecuária do Norte Central se manteve como uma das mais competitivas do Estado, destaca o estudo, ganhando na última década melhoria nos níveis de produtividade, o que fortaleceu a articulação com a agroindústria e com o mercado internacional. A soja e o milho foram os principais responsáveis por esse desempenho, mas alternativas de produção familiar, como a fruticultura, também vêm se expandindo.
A região apresenta o segundo maior parque industrial do Estado, com destaque para gêneros como alimentação, têxtil, mobiliário, açúcar e álcool. Os novos segmentos que também se destacam são os de agroquímicos e embalagens plásticas e equipamentos para instalações industriais e comerciais.
O setor de serviços também tem forte participação, particularmente em alguns segmentos que denotam importantes encadeamentos produtivos, como os serviços de transporte e de apoio à atividade empresarial. Essas atividades estão concentradas nos dois pólos regionais Londrina e Maringá que ''confirmam a centralidade que exercem na região e fora dela''.

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