A economia dos que estão no páreo
A ECONOMIA DOS QUE ESTÃO NO PÁREO
Brasil - Uma vitória em Copa do Mundo é capaz de gerar um dos únicos momentos de manifestação de extremo nacionalismo da população brasileira. Foi o que ajudou o País, aliás, durante o regime militar e na implantação do Plano Real, completa a instituição. Esse plano foi lançado quando o País estava hipnotizado pelo desempenho do Brasil na Copa dos Estados Unidos de 1994. Na opinião da Goldman, a vitória na Copa da França pode colaborar para a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso e novos avanços no plano de estabilização econômica.
Alemanha - O futebol é o esporte mais importante no país, que tem formado alguns dos melhores jogadores do mundo. A economia alemã apresenta baixa inflação, forte crescimento da produtividade e aumento da competitividade. Entretanto, a Alemanha registrou progresso insuficiente nas reformas estruturais nos últimos anos bem como altos índices de desemprego. Venceu a Copa do Mundo três vezes: 1954, 1974 e 1990.
Dinamarca - A maioria dos jogadores da seleção da Dinamarca que disputa a Copa deste ano joga em times do Reino Unido, incluindo o goleiro Peter Schmeichel, considerado atualmente o melhor do mundo. A medalha de prata conquistada pelo país nas Olimpíadas de 1960, em Roma, marca, segundo a Goldman Sachs, o início de uma próspera história de sucesso econômico. Entretanto, os dados recentes do comportamento da conta corrente e do mercado de trabalho mostram que a Dinamarca pode estar próxima ao superaquecimento.
França - O futebol é o esporte mais popular na França, que sediou a Copa de 1934, sagrando-se como campeã. A maioria dos jogadores franceses tem jogado em outros times europeus, o que reflete a fraqueza da liga doméstica francesa. A inflação no país permanece abaixo de 1%, em termos anuais. Em contrapartida, o desemprego tem aumentado. Segundo a Goldman, esse fundamento deve apresentar declínio nos próximos dois anos, mas ficar abaixo dos 10% será muito difícil. A Copa do Mundo deste ano deve proporcionar algum impulso para a economia da França no segundo e terceiro trimestres, devido ao enorme fluxo de turistas no país.
Itália - O futebol italiano é tradicional por ter os clubes mais rentáveis e costuma contratar as maiores estrelas do esporte no mundo, a exemplo de Ronaldinho, Batistuta e Bierhoff. A economia italiana está se preparando para fazer parte da União Monetária Européia (UME). Em 1996 e 1997, o PIB do país expandiu a um ritmo menor que o resto da Europa, sendo que o desemprego e os investimentos diretos aumentaram apenas 1% em relação a um ano atrás.
Holanda - Apesar de ser um país pequeno, a Holanda tem produzido um enorme número de ótimos jogadores de futebol. O sucesso desse esporte e da economia do país parecem estar correlacionados inversamente, pelo menos em relação a Copas do Mundo. A seleção holandesa chegou às semi-finais duas vezes, em 1974 e 1978, quando a situação econômica do país apresentava deterioração.





