Projetos ousados e grandes empreendimentos exigem infra-estrutura. Um dos desafios atuais da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), é corrigir falhas estruturais na cidade. ''Desde o ano passado estamos trabalhando no diagnóstico desses problemas'', diz o presidente da Codel, Claudio Tedeschi, citando a falta de formação na área tecnológica, a adequação do Aeroporto Internacional de Londrina e o Porto Seco.
Depois de constatar que Londrina está entre os 15 maiores pólos de desenvolvimento tecnológico do Brasil, a Codel criou ano passado um Fórum Permanente de Desenvolvimento. ''Hoje, as 15 maiores entidades desse setor estão participando desse processo e queremos ficar entre os 5 maiores pólos até o ano 2012'', afirma Tedeschi. Um dos objetivos do Fórum é colocar nas mãos da sociedade as rédeas do desenvolvimento econômico: ''É preciso deixar de ter programas de governo, que dependem de eleições, cargos e mandatos'', avalia.
Entre os projetos em desenvolvimento na cidade, Tedeschi destaca o primeiro condomínio industrial fechado José Richa , com 280 lotes numa área de 54 alqueires na zona norte e um Centro de Transferência de Tecnologia para Pequenas e Médias Empresas, que deve funcionar no terreno que estava cedido para a Pepsi Cola, na Zona Leste.
''Vocação é horrível. Quando perde o rumo, fica sem caminho. A gente nunca deve por todos os ovos numa cesta só. Acho que o mix que Londrina tem é importante'', destaca. Para Tedeschi, uma boa opção de ousadia é na área artística: ''A cidade tem um potencial enorme, dá prá ousar; fazer um teatro de nível internacional, um centro de eventos maior, por exemplo'', analisa.
''Aqui a gente tem medo de ousar e o que a cidade merece é isso, projetos ousados. A transformação vem sempre de visões arriscadas'', considera. ''Temos que parar de reclamar e resgatar o empreendedorismo que sempre foi um traço marcante da cidade. Quando a gente apresenta Londrina lá fora, ninguém acredita que fizemos tudo isso em apenas 70 anos''. (P.F.)

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