Um café agradável, que provoca sensações de prazer e bem estar. Estas são algumas das qualidades de um puro café, que é avaliado conforme a fragância, doçura da bebida, acidez, corpo e uniformidade. ‘‘A bebida deve ter corpo, o café deve deixar um gosto remanescente na boca’’, explica Rogério Alves, juiz da Associação Americana de Cafés Especiais. Ele, que é de Ribeirão Claro (24 km a leste de Jacarezinho), é juiz desde 2004. Um café especial tem nota acima de 80 pontos (em uma escala de 0 a 100).
  Segundo ele, o café produzido no Norte Pioneiro tem diferenciais. A bebida ‘‘É usado na maioria dos blends de cafés do Brasil’’, informou Alves. Segundo ele, a primeira análise dos grãos verdes é a visual. Depois são torrados, por um período de 8 a 12 minutos. Na escala proposta pela associação norte-americana, os cafés tradicionais têm nota até 75. Entre 75 e 80 é um café bom. A Lucca Café, rede de cafeterias com sede em Curitiba, por exemplo só comercializa cafés com nota entre 80 e 92.
  A mestre torradora e compradora da Lucca, Geórgia Franco de Souza, participou da Feira Internacional de Café e se disse surpresa com as características do café local que, segundo ela, apresenta uma ‘‘acidez frutada’’. ‘‘Isso quebrou os mitos de que não temos café de qualidade no Paranᒒ, comentou. A Lucca Café está no mercado há seis anos e tem duas lojas de varejo em Curitiba e outras duas em Salvador (BA) e atua como cafeteria e na comercialização do pó, torrado na hora.
  Segundo ela, a procura por grãos especiais cresceu cerca de 1.000% neste período em que ela está no mercado. Já a Rebeca Café, empresa de Londrina, está há 30 anos no mercado e atua com exportações com negociação, inclusive, na Bolsa de Nova York. ‘‘A valorização dos cafés especiais é feita por pessoas com maior poder aquisitivo e, por isso, este mercado não tem alteração’’, afirmou Clóvis de Melo, diretor da Rebeca Café. (F.M.)

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