Curitiba - O mundo do artesanato reserva uma diversidade enorme de produtos para quem gosta de peças únicas e com um toque de inovação. Visitar uma feira com a participação de expositores de vários estados e até de outros países é uma oportunidade para conhecer um mix diferenciado.
Esta oportunidade está sendo oferecida ao curitibano até amanhã, pela 24 Feiarte - Feira Internacional de Artesanato com produtos de 20 países e 15 estados brasileiros. O visitante vai encontrar novidades como uma colcha de casal tamanho king inteira de fuxicos que leva cerca de três meses para ficar pronta e é formada por 3 mil unidades de fuxicos dispostos em 36 quadrados, cada um com um motivo diferente. A peça custa R$ 850. Já a mesma peça feita de fuxicos de seda para cama tamanho casal padrão sai por R$ 750.
A produção dessas peças acontece em Gravatá, em Pernambuco, no Atelier Baby Sills. A média mensal de produção é de 40 peças desde almofadas até colchas. A artesã Elizabete Sills conta que a loja dela e as feiras que participa durante o ano ajudam a comercializar os produtos. Segundo ela, muitas vendas para os consumidores acontecem mesmo depois que as feiras acabam. A entrega é feita pelos Correios.
Uma febre deste inverno, também produzida pelos artesãos, são os cachecóis formados por ''bolinhas''que é feito com uma lã especial para dar este efeito diferenciado. O artesão José Luiz Ribeiro conta que as peças custam cerca de R$ 25. Ele também comercializa tapetes. Os de patchwork custam R$ 160 o metro quadrado.
Um material que tem apresentado sofisticação e, por isso, vem sendo utilizado até para compor partes de peças de joias é o capim dourado, original da região de Jamelão, no Tocantins. Durante o cultivo o capim é verde e depois vai dourando sozinho aos poucos. A artesã Rita de Cássia produz com este material pulseiras, relógios, brincos, bolsas, mandalas, anéis, entre outros acessórios.
Na Rússia, uma das peças mais tradicionais é a Matrioshka, conjunto de bonequinhas de madeira de tamanhos diferentes que podem ser encaixadas uma dentro da outra. Elas representam a família e trazem pinturas super detalhistas como contos de fadas e fábulas. Segundo a artesã Natasha Popova, o conjunto mais barato com três bonecas custa R$ 25 e o mais caro com cinco peças sai por R$ 500.
A feira tem sempre um espaço dedicado à arte japonesa. Um dos estandes que chama a atenção são os arranjos realizados com unha de gato, um tipo de vime. Os arranjos, que têm duração de dois a três anos, segundo a artesã Suemi Hamasaki, custam entre R$ 20 e R$ 50 e os vasos usados como suporte saem de R$ 15 a R$ 55.
Outro produto diferenciado exposto na mostra são as cortinas de palha de seda e palha rústica feitas em tear. O preço do metro quadrado do produto varia de R$ 280 a R$ 320.
Outra novidade é a vela que não escorre mais e pode iluminar ambientes por horas ininterruptas. Essa é a proposta da empresa de arte e decoração de Guarapuava a Venus Victrix que comercializa velas artificiais com luz led que utilizam baterias de 5 volts. O material, que tem duração de 60 horas contínuas, é colocado em cachepô que levam peças de mosaico e vidro que têm origem indiana. São utilizados para os mais diversos tipos de decoração. A vela custa R$ 5 e os cachepô de R$ 10 a R$ 30.
Grande parte dos consumidores vão às feiras em busca de novidades. ''Tem coisas diferentes e de outros países'', diz a taxista Laíde Marques de Souza. A advogada Carolina Rodrigues também procura as feiras pela diversidade de produtos que apresentam. ''Encontro tudo em um lugar só, mas também procuro verificar a qualidade. O produto artesanal tem um valor especial'', disse.

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