A arrancada dos seminovos e usados
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quinta-feira, 06 de julho de 2017
Aline Machado Parodi <br>Reportagem Local 

As vendas de veículos seminovos e usados registraram alta de 4% no primeiro semestre deste ano, comparadas com o mesmo semestre de 2016. Já foram comercializadas 457.347 unidades de automóveis e comerciais leves, de acordo com os dados da Assovepar (Associação de Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Paraná). São 17.859 unidades a mais do que no ano passado.
A liberação do saque do saldo das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) influenciou nesta evolução nas vendas, de acordo com o vice-presidente da Assovepar, Antonio Gilberto Deggerone. "Esse resultado demonstra que o consumidor está disposto a comprar ou efetuar a troca por um veículo mais novo, movimentando nosso mercado". Ele aponta ainda que a expectativa para os próximos meses é positiva. "No segundo semestre as perspectivas são boas, pois tradicionalmente as vendas sempre melhoram. Essa leve retomada da economia nos faz projetar um aumento gradual para os próximos meses nas vendas de carros seminovos e usados".
Os seminovos com até 3 anos de uso se destacam. O índice de vendas acumuladas neste primeiro semestre de 2017, para essa categoria, foi de 17% de aumento. Foram vendidas 201.794 unidades neste ano, contra 173.052 unidades no primeiro semestre de 2016.
LONDRINA
As revendas de seminovos e usados de Londrina também sentiram essa reação do mercado, principalmente com a volta da liberação dos financiamentos pelas instituições financeiras. "Estamos vendendo mais com a liberação do crédito. O ritmo é de fim de ano. Percebemos um incremento desde janeiro", comenta Tiago Almeida Martins, gerente da Paraná Automóveis.
De acordo com Martins, os clientes estão fazendo mais pesquisa de mercado e procurando carros usados, mas com menos detalhes personalizados. "Eles querem carros mais lisos, completos e econômicos", explica.
Para ele, o que favorece a procura por seminovos e usados é o preço do carro zero km. "O zero está mais caro e o pessoal está considerando mais interessante apostar em um seminovo de dois ou três anos completo do que um zero básico", diz.
O sócio da Nascar Veículos, Sílvio Henrique de Lima Pazzotti, avalia que o percentual de crescimento, apesar de positivo, ainda é pequeno para recuperar as perdas de 2015. "Para uma loja como a nossa que tem um estoque de uns 100 carros, 4% representa a venda de quatro unidades. É pouco", comenta Pazzotti.
Segundo o comerciante, para conseguir bons resultados é preciso investir em estoques certeiros. "Quem oferecer os modelos certeiros terá mais vendas. A procura maior é por Honda e Toyota e carros populares", observa.
Os bancos estão com taxas melhores para financiamento, mas aumentaram os critérios para aprovação de crédito. Essa medida tem complicado as vendas, de acordo com Pazzotti. "Você perde vendas por causa disso. Estamos buscando alternativas para garantir o negócio. Às vezes, a nossa financeira não libera, mas negociamos para o financiamento ser feito pelo banco do cliente. Vamos dando um jeito para não perder venda",conta.
A consultora online da Castilho Veículos Roselaine Oliveira percebeu um aumento da compra com carta de crédito de consórcio. Mas na loja, o mês de junho teve uma desaceleração nas vendas, diferente do registrado no Estado. O mês passado teve um incremento de vendas 4,2%, se comparado com o mês de junho de 2016. As vendas registraram 79.288 unidades vendidas neste ano, contra 76.063 unidades vendidas em 2016.


