A angústia na fila do Sine
Nos bancos de espera do Sistema Nacional de Empregos (Sine) em Londrina quem está em busca de recolocação profissional revela a dificuldade em retornar ao mercado de trabalho. O roçador José Gonçalves Gomes, de 52 anos, lamenta a falta que fazem os anúncios para trabalhar na capina ou na construção civil, como via em anos anteriores. "De uns dois anos para trás, saía de uma firma já com emprego garantido em outra. Agora, ninguém pega mais", afirma.
O soldador Marcos Vinícius dos Santos, 26, já começa a se preocupar porque recebeu, neste mês, a quarta das cinco parcelas de seguro-desemprego a que tem direito. Conta que, neste tempo, distribuiu currículos em empresas de Londrina entregando diretamente ou por meio eletrônico, mas não recebeu nenhum retorno por enquanto, faz bicos diários.
Ele afirma que a ausência de oportunidades contrasta com o período em que começou no último emprego, há cerca de dois anos, quando encontrava "quatro ou cinco vagas publicadas por dia", além da constante demanda de hora extra por parte da empresa.
A auxiliar administrativa Morgana Guimarães da Silva, 40, "aceita a vaga que pintar", seja na área em que atuava, seja na área de vendas ou qualquer outra. Para ela, a recolocação está mais difícil este ano em comparação com 2014. "No ano passado, amigas minhas conseguiram emprego em bem menos tempo", conta. (L.F.W.)





