85% das empresas reduzem consumo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De São Paulo 
O número de empresas que conseguiu reduzir o consumo de energia no mês de julho chegou a 85%, superando o resultado do primeiro mês do racionamento (69%). Segundo dados da segunda pesquisa sobre a crise de energia realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 62% das empresas economizaram energia além de sua meta em julho, contra 33% no mês anterior. A Fiesp ouviu 402 empresários nos dias 9 e 10 de agosto.
O número de indústrias que ficou em cima da meta se manteve constante, em 20%. Das empresas que não conseguiram cumprir a meta, 42% foram reincidentes.
Ainda de acordo com o levantamento, 58% das empresas não precisaram reduzir sua produção no mês de julho, em relação ao mês anterior. Na comparação entre maio e junho, o percentual foi de 51%.
O número de empresas que precisou reduzir a produção em mais de 15% caiu de 25% para 23%. Dos 58% que não reduziram a produção, 71% mantiveram o mesmo nível de atividade e 20% conseguiram melhorar seu desempenho.
Para Pio Gavazzi, diretor da Fiesp, a queda na produção e o desemprego gerados pela crise já atingiram o seu nível máximo. ''Estamos em uma fase de pessimismo, mas o racionamento é apenas uma parte'', disse.
Os dados da pesquisa revelam, segundo Gavazzi, maior tranquilidade do empresariado no segundo mês de racionamento. A confiança no plano do governo, por exemplo, subiu de 44% para 47% de junho para julho.
''O desgaste na produção está aí. Não será maior nem menor do que isso. Se for, será um problema relacionado as outras crises'', disse.
Com o racionamento, deve cair também a queda de contratações temporárias para atender a demanda no final do ano. Apenas 16% das empresas pesquisadas pretendem realizar contratações ainda este ano.
A maioria dos empresários (63%) não vai realizar demissões, mas também não pretende realizar novas contratações. Do total de pesquisados, 18% esperam um aumento nas demissões no segundo semestre.


