8 mil metalúrgicos entram em greve no PR
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 8 mil trabalhadores de três montadoras de veículos instaladas em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, decidiram ontem paralisar suas atividades por tempo indeterminado. Eles recusaram todas as propostas de reajuste salarial apresentadas pelo Sinfavea, sindicato que representa as empresas. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), cerca de 1,6 mil veículos deixaram de ser produzidos ontem nas três unidades.
Os trabalhadores das montadoras vinham fazendo assembléias em frente às fábricas desde o último dia 13. Eles reivindicam 8,5% de aumento salarial, que seriam aplicados já em setembro. Pedem, ainda, um abono de R$ 800,00 a ser pago em 5 de outubro. Ou, então, sugerem que os 8,5% passem a valer apenas em janeiro, mas com um abono de R$ 2 mil no mês que vem. O Sinfavea, porém, ofereceu reajuste de 7,44%, além do pagamento de bônus que variam de R$ 700 a R$ 2 mil, dependendo do mês em que passar a vigorar o aumento.
Em assembléias realizadas ontem, apenas os trabalhadores da Volvo, em Curitiba, aceitaram uma das propostas. Já os funcionários de Renault, Nissan e Volkswagen-Audi não aceitaram nenhum dos reajustes e decidiram pelo início de uma greve por tempo indeterminado. O movimento atinge cerca de 8 mil trabalhadores. O SMC afirma que, apenas ontem, a Volks deixou de produzir aproximadamente 830 veículos. Na Renault, o déficit seria de 700 automóveis. Na Nissan, cerca de 90 carros.
Agora, os metalúrgicos esperam uma nova proposta dos patrões para decidir se voltam ao trabalho. Proposta que não havia sido feita até o início da noite de ontem. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Sinfavea afirmou que não comenta negociações em curso em nem paralisações nas montadoras.


