São Paulo- A grande maioria das famílias brasileiras devem chegar ao final do ano sem dívidas, apontou nesta semana uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ)) em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos. Para o levantamento, foram realizadas mil entrevistas em 70 cidades e nova regiões metropolitanas do país.
Sobre o orçamento para o quarto trimestre do ano após o pagamento de todas as despesas, apenas 30% disseram que vai faltar dinheiro. Dos 70% restantes, 48% disseram que o orçamento ficará equilibrado e 22% que ainda vai sobrar algum dinheiro.
Ainda segundo a pesquisa, apenas 13% dos pesquisados disseram ter algum tipo de prestação atrasada. Os tipos de dívidas mais comuns são com carnês (55%), cartão de crédito (16%), empréstimos com financeiras (8%) e empréstimos bancários (3%).
Entre os que apontaram uma ''folga'' no orçamento, 21% disseram que vão gastar este excedente com alimentação - reforçar as ceias das festas de fim de ano, por exemplo -, 19% pouparão o dinheiro, 15% economizarão para gastar no futuro, 7% gastarão com lazer, 6% comprarão roupas, 5% vão reformar a casa, 5% pagarão conta ou prestação, 3% vão adquirir eletrônicos ou eletrodomésticos e 3% vão comprar carro.
Perguntados se pretendem comprar bens duráveis nos três últimos meses do ano - a pesquisa foi realizada no final de setembro - 24% disseram que sim. Televisão (17%), geladeira (13%), carro e fogão (11%) foram os itens mais citados. Porém, apenas 20% pretendem comprar o tal bem à vista.
13º Salário
O pagamento do 13º salário contribui para este quadro. O benefício ajuda boa parte dos consumidores a saldar dívidas e a fazer compras de final de ano. A primeira parcela do 13º salário foi paga para a maioria dos brasileiros na última sexta-feira. A outra parte deve ser paga até o dia 20 de dezembro. A data também é limite para o empregador que preferir pagar o abono salarial de uma só vez.
Com pelo menos R$ 64 bilhões injetados na economia no final desta semana, vem a dúvida: presentes de Natal, viagem de férias ou pagamento de dívidas? Isso vai depender de como cada trabalhador administrou as contas durante o ano.
Para os endividados até o pescoço, a dica é saldar as contas que têm os maiores juros. Aí estai incluídos cartões de crédito e cheque especial que podem cobrar taxas que chegam a 11% ao mês. Os crediários também devem ser abolidos, se possível. Além disso, vale uma atenção especial para as contas de luz e telefone em atraso. Elas podem levar o nome do devedor para cadastros como SPC e Serasa.
Quem está de bem com as finanças, antes de investir todo o dinheiro do 13º, por que não comprar os presentes de Natal à vista? Um fundo de renda fixa está tendo rendimentos de 0,98% ao mês em média, enquanto os juros de algumas lojas podem chegar até a 6%.
Depois da ceia pronta e dos presentes ao pé da árvore, agora sim é hora de pensar em investir. Quem conseguiu economizar deve observar as novas opções como os fundos de renda fixa, multimercados e ações. De qualquer forma, para quem está começando agora, estes investimentos devem sempre ser pensados a longo prazo. Nada de colocar o dinheirinho lá e precisar dele daqui dois ou três meses. Especialistas recomendam pelo menos 12 meses.

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