Segundo pesquisa, consumidores devem gastar em média R$ 190 no presente este ano
Segundo pesquisa, consumidores devem gastar em média R$ 190 no presente este ano | Foto: Marcos Zanutto

Devido ao Dias dos Pais, comemorado no domingo (11), o comércio de rua terá horário de atendimento especial nesta quinta-feira (8) e na sexta-feira (9). As lojas ficarão abertas até as 21 horas. No sábado, elas funcionam das 9 às 18 horas. A Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) está animada com as perspectivas de vendas. “Devemos vender mais que no ano passado, até porque esse Dia dos Pais será a primeira data comemorativa após a aprovação da reforma da Previdência (em primeiro turno)”, diz o presidentes da entidade, Fernando Moraes

A reforma não tem influência direta no consumo. E ainda precisa passar por nova votação na Câmara e depois no Senado. Mesmo assim, segundo o empresário, a proposta já teria animado os consumidores. “E ainda tem a liberação de parcela do FGTS a partir de setembro. A confiança no País está voltando e os consumidores estão com mais coragem para fazer compras parceladas.”

A Acil não fez pesquisa sobre a intenção de consumo para esse Dia dos Pais. Mas há um levantamento nacional realizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Foram entrevistadas 1.148 pessoas de ambos os sexos e de todas as classes sociais, acima de 18 anos, nas 27 capitais brasileiras.

O resultado é o seguinte: 67% dos consumidores pretendem comprar presentes, gastando uma média de R$ 190 - R$ 41 a mais do que em 2018. Metade (52%) pretende comprar itens de vestuário. A maior parte (43%) dos entrevistados pretende comprar apenas um presente e apenas 26% devem gastar mais para agradar o pai. Destes, 43% querem adquirir presentes melhores e 38% planejam gastar o mesmo valor do ano anterior. Enquanto isso, 21% querem gastar menos – 37% com o objetivo de economizar, 31% motivados pelo orçamento apertado e 20% pelo desemprego.

O fato de já terem perdido o pai foi o motivo apontado por metade (50%) dos 23% que não têm intenção de usar a data como justificativa para presentear. Já 16% não têm contato com o pai e outros 10% não pretendem comprar presentes por falta de dinheiro.

Ainda que a trajetória recente da inflação venha se mantendo em patamares abaixo da meta, mais da metade (53%) dos entrevistados julga que os presentes estão mais caros do que no ano anterior. Por outro lado, 42% acreditam que estão na mesma faixa de preços e apenas 5% que os produtos estão mais baratos. “A sensação de que os presentes estão mais caros tem relação com as dificuldades que o consumidor tem enfrentado para manter seu orçamento em dia. Com a economia em marcha lenta, o desemprego se mantém elevado e o poder de compra segue em baixa, o que exige das famílias um malabarismo para conseguir cumprir com todos os compromissos financeiros” – explicou, por meio da assessoria de imprensa, o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

PESQUISA

Para lidar com o encarecimento dos produtos, oito em cada dez consumidores (78%) pretendem pesquisar e comparar os preços antes de finalizar as compras. Desses, 71% costumam realizar as pesquisas na internet, sendo que a maioria (72%) utiliza sites de busca, 56% sites de comparação de preço, 45% sites de varejistas e 28% em sites ou aplicativos de ofertas. Lojas de shopping (55%) e lojas de rua (47%) também foram citadas pelos consumidores como locais de pesquisa de preços.

O levantamento também mostrou que 14% dos entrevistados pretendem dividir o presente com outra pessoa, motivados principalmente pela redução de gastos (36%), pela vontade de dar um presente melhor e mais caro (17%) e pelo desemprego (16%). Desses, 37% pretendem dividir o valor do presente com irmãos, 31% com a mãe e 22% com o cônjuge. A maioria (80%), no entanto, ainda prefere arcar sozinha com os gastos.

Assim como no ano passado, as roupas correspondem à maior parte das intenções de compra para a data (52%), seguidas de perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%) e acessórios (26%), como meias, cinto, óculos, carteira e relógio. 82% pretendem pagar à vista . Metade (51%) dos entrevistados disse que pretende comprar o presente de Dia dos Pais na primeira semana de agosto (principalmente as mulheres), enquanto 13% provavelmente acabarão deixando para a véspera.

FEIRA NA PRAÇA

Neste sábado, a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) vai promover a Feira na Praça. O evento será na Praça Gabriel Martins (entre a Rua Professor João Cândido e Avenida São Paulo) e vai contar com barracas de gastronomia, música ao vivo e espaço para crianças.

Nesta edição, além dos expositores de produtos naturais, haverá praça de alimentação com hambúrguer, pastel, coxinha, torresmo, chope artesanal, cookies, geleias, conservas e patês.

PREÇO É PRIORIDADE

A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostrou que os principais fatores que influenciam os consumidores na escolha do local de compra são o preço (52%), qualidade dos produtos (40%), descontos e promoções (40%) e diversidade de produtos (29%). Quatro em cada dez (38%) consumidores pretendem realizar suas compras nos shoppings. Enquanto isso, 27% planejam adquirir os produtos na internet, 19% em shoppings populares e 17% em lojas de bairro.

Oito em cada dez entrevistados (82%) pretendem pagar o presente à vista, principalmente no dinheiro (48%, com destaque para as classes C, D e E) e no cartão de débito (29%, aumento de sete pontos percentuais em relação a 2018). Por outro lado, 31% prefere comprar a prazo (especialmente as classes A/B), principalmente no cartão de crédito (26%, sobretudo as classes A/B) e numa média de quatro parcelas.

Parte dos consumidores vai comprar presentes para o pai dos outros:18% planejam presentear o esposo e 11%, o sogro. Neste último caso, há um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. O problema surge quando a vontade de demonstrar o afeto se sobrepõe à responsabilidade sobre as finanças pessoais: 20% dos entrevistados costumam gastar mais do que podem com os presentes de Dia dos Pais e 8% deles pretendem deixar de pagar alguma conta para realizar a compra, sobretudo entre as classes C, D e E.

Além disso, três em cada dez (33%) dos que pretendem presentear estão atualmente com contas atrasadas, sendo que 68% deles estão com o nome sujo. “Para os que estão com pendências financeiras, o certo é ajustar o orçamento pessoal e deixar o presente para outra ocasião, quando as despesas estiverem equacionadas. Não há nada de errado em demonstrar afeto por meio de um presente, mas é importante lembrar que essa não é a única forma de agradecer. Passar o dia na companhia do pai ou oferecer ajuda em projetos pessoais, por exemplo, também são formas de reconhecer e apreciar o valor de alguém em nossas vidas”, indica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

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