A poluição desenfreada pode trazer consequências catastróficas para a Terra. Projeções da organização não governamental WWF indicam que até o final deste século 60% da superíficie terrestre será transformada em deserto. O desmatamento das florestas nativas - que deverá reduzir o volume de chuvas no mundo - e o aquecimento global devem levar os seres vivos a uma situação dramática. ''A biodiversidade mundial está ameaçada'', resumiu o presidente Detlev Drenckhahn.
Segundo ele, trabalhos científicos indicam que são 200 ecorregiões no mundo e que 80% da biodiversidade mundial estaria assegurada nestas áreas. ''Mas as regiões de mais peso são as florestas Amazônica, do Congo e da Indonésia, que concentram a maioria das nossas atividades'', disse. Também há estudos que indicam o aumento da temperatura terrestre, que está evoluindo sistematicamente desde os anos 2000. Nos últimos nove anos a temperatura global aumentou 2º C se comparado ao início da década.
Por isso, é necessário que a emissão de gases poluentes seja reduzida pela metade. ''Mas não temos que cobrar isso da China ou da Índia, que estão em crescimento. Temos que cobrar a redução dos países desenvolvidos, mas todos têm que fazer a sua 'lição de casa' e não aumentar o desmatamento; a Alemanha, por exemplo, já reduziu a emissão de gases em 50%'', salientou o presidente da WWF. Ele acrescentou que o aumento da temperatura poderá provocar tufões, ciclones e tempestades no Brasil.
Outro ponto ressaltado foi o derretimento das calotas polares. Projeções da ong indicam que até 2100 todo o gelo do Ártico (Pólo Norte) não existirá mais. Isto irá elevar a temperatura do oceano em 7º C, provocando mudanças no clima do mundo. Além disso, havia outra estimativa que apontava que até 2030 a área das calotas seria reduzida de 7 milhões de quilômetros quadrados para 2 milhões. ''Só que em 2007 as calotas já foram reduzidas para esta área. Parece a 'teoria do caos', e tudo aconteceu bem antes do esperado'', avaliou. (F.M.)

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