500 trabalhadores são convocados pela Renault
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terça-feira, 24 de março de 2009
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A semana começou com sentimento de alívio para 500 funcionários da fábrica da montadora Renault, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles voltaram para os postos de trabalho dois meses antes da data prevista em acordo de licença remunerada firmado em janeiro. O prazo final seria no início de junho. Na ocasião, o acordo foi a saída encontrada entre funcionários e empresa para evitar demissões provocadas pela retração nas vendas de automóveis.
Outros 500 trabalhadores continuam afastados, matriculados em cursos de aperfeiçoamento e recebendo bolsas de qualificação profissional, pagas pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), vinculado ao Ministério do Trabalho.
Segundo a Renault, somente na semana que vem os reconvocados assumem a produção. Inicialmente trabalharão em um segundo ''meio turno'', elevando a cadência de produção dos atuais 350 carros por dia para 500 veículos por dia. Na unidade de São José dos Pinhais são produzidos os modelos Scénic, Mégane, Mégane GrandTour, Logan, Sandero e Sandero Stepway. Por enquanto, é uma fase de transição para receber orientações e instruções de segurança, já que ficaram três meses ausentes.
A empresa afirma que o crescimento nas vendas da marca de 6,5% no primeiro bimestre em relação a 2008 impulsionou a volta dos operadores. Para o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, a boa notícia é fruto das isenções e redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedidas pelo governo para a indústria automobilística. ''O retorno foi dois meses antes do previsto. Uma surpresa agradável que não esperávamos'', comenta o líder sindical da Renault Robson Vieira.
A assessoria de imprensa da empresa diz que não há como prever nova convocação de funcionários afastados. Vieira ainda afirma que o acordo realizado no início do ano não prevê demissões após o prazo legal para o fim da suspensão do contrato em junho. ''A indicação é voltar a negociar'', salienta.


