Curitiba - Cinco dos presos na operação Medusa III, suspeitos de formação de cartel no setor de combustíveis, foram liberados, ontem. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), Marcus Vinicius Michelotto, eles ''colaboraram com as investigações'', informando como funcionava o ''alinhamento de preços'' entre os postos e, por isso, deverão responder o processo em liberdade.
Foram liberados Sérgio Góes de Oliveira, 46, Jonatas Cerqueira Leite Filho, 55, Claudir Osmir Bolognesi, 42, José Eduardo Maluf, 36, e Adelton Antonio Fevereiro, 32. Edson Fernandes Gimenes, 29, não terá o mandado de prisão revogado, mas deve permanecer preso por posse ilegal de arma.
O delegado preferiu manter detidos e pedirá a prorrogação da prisão de outros oito suspeitos de envolvimento, que para Michelotto seriam ''peças-chave'' no esquema e a liberação poderia prejudicar o andamento das investigações. São eles: Djalma Eugênio Guarda, 52 anos, Djalma Eugênio Guarda Júnior, 26, Itauby Netto José Ramalho Guarda, 30, Mauro Cezar Guarda, 50, Márcio Jiovani Matiazi, 38, Emilio Sérgio Santaella, 50, Amauri Peretti Pires Godoy, 51, e Rodrigo Werner Silva, 28.
Michelotto não revelou detalhes, mas os presos teriam admitido que os preços dos combustíveis nas bombas eram combinados em conversas telefônicas ou ''ditados'' pelas grandes redes. A polícia tem gravações feitas com autorização judicial que servirão de prova no inquérito. ''Com relação ao cartel, a questão já está praticamente concluída'', afirmou o delegado, lembrando que as investigações irão apurar ainda a falsificação de documentos para sonegação fiscal e adulteração de combustíveis.

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