Rio de Janeiro- Cerca de 42% da população brasileira consome produtos piratas no país. A conclusão faz parte da pesquisa ''O Consumo de Produtos Piratas no Brasil'', elaborado pela Fecomércio-Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Ipsos, que ouviu mil domicílios em 70 cidades e nove regiões metropolitanas entre os dias 26 e 30 de agosto.
Segundo Clarice Messer, diretora do Instituto Fecomércio, a qualidade não é levada em conta quando se opta por um pirata, mas a esmagadora maioria (93%) é atraída pelos preços mais baixos.''A relação custo benefício é o grande fator de consumo de produtos piratas'', disse.
Os produtos piratas mais procurados são CDs e DVDs. Relógios, óculos, roupas, calçados, bolsas ou tênis vêm logo depois na lista de preferências. Já os equipamentos eletrônicos quase não são procurados por consumidores nesse tipo de comércio. Segundo Messer, para esses produtos a garantia e as formas de financiamento são importantes.
Os homens são os que mais consomem produtos piratas. Ao todo, 49% afirmam que consomem esses produtos, contra 36% das mulheres.
Segundo o secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, André Barcellos, 75% das mercadorias pirateadas vêm do sudeste asiático. Barcellos citou os números crescentes de apreensões, mas afirma que é preciso elaborar uma série de medidas educativas, repressivas e econômicas para combater a pirataria.
O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, lembrou da necessidade de diminuir a carga tributária para combater a pirataria. ''A alta carga tributária é um dos principais entraves para o mercado formal'', disse.
Percepção negativa- A percepção da maior parte dos consumidores é que há efeitos negativos com o comércio de produtos piratas. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados acham que esse comércio prejudica o fabricantes e artistas ou estimula a sonegação de impostos. Já 79% afirmam que prejudica o faturamento do comércio, enquanto 70% afirmam que alimenta o crime organizado e 64%, que causa desemprego.

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