37,7 mil perdem emprego em canaviais
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Gustavo Porto <br> Agência Estado 
Ribeirão Preto - O avanço da colheita mecânica nas lavouras de cana-de-açúcar paulistas eliminou, em média, 37,7 mil empregos de cortadores nos últimos quatro anos, de acordo com levantamento do Departamento Economia Rural da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal (SP).
Segundo o estudo, em 2007 - ano em que o governo e o setor sucroalcooleiro firmaram o pacto para o fim, até 2017, da queima da palha necessária para a colheita manual - uma média de 178.194 trabalhadores não qualificados, basicamente cortadores de cana, trabalhou nas lavouras. Em 2010, essa média anual de empregados caiu para 140.460 empregados.
''A redução ocorreu claramente pelo avanço da mecanização. Em cinco ou seis anos, quando todas as lavouras deverão ser cortadas por máquinas, a profissão de cortador de cana estará em extinção em São Paulo'', avaliou José Giacomo Baccarin, professor da Unesp e um dos autores do estudo. Ele lembra que se forem considerados os meses de maio e junho, pico do nível de emprego nas safras, o número de trabalhadores não qualificados entre 2007 e 2010 caiu mais de 47 mil no total.
Já no último período avaliado, entre 2009 e 2010, a média de empregos não qualificados nas lavouras canavieiras do Estado caiu 13.705. O levantamento utiliza como base de dados as edições da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.


