36% dos ex-devedores voltam a ter nome sujo
Mais de um terço dos consumidores que colocaram a cabeça no travesseiro à noite tranquilamente, depois de quitar todas as dívidas atrasadas, voltaram a conviver com a preocupação da inadimplência. Pesquisa do Serasa Experian divulgada neste mês aponta que 36,6% dos brasileiros que ficaram com nome sujo em 2013 são reincidentes.
Ainda que a fatia de pessoas nessa situação tenha diminuído desde os 39,4% de 2011, economistas afirmam que a demanda das famílias continua a ser maior do que a renda, mesmo com o crescimento real médio dos salários nos últimos anos. Aliada à oferta de crédito fácil e à educação financeira falha do trabalhador, o saldo de pessoas que entraram no cadastro de inadimplentes somente no ano passado e não conseguiram sair fechou em 5,9 milhões no País, segundo o Serasa.
O delegado em Londrina do Conselho Regional de Economia (Corecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, diz que, antes de mais nada, é preciso entender que o salário médio do brasileiro tem crescido nos últimos anos, mas está abaixo do ideal. "As necessidades das famílias ainda são maiores do que a renda", afirma. Por isso, considera mais importante a informação de que a reincidência de inadimplentes tem caído nos últimos anos.
Das pessoas que entraram na base de dados do Serasa Experian em 2013, 17,6 milhões quitaram as dívidas e limparam o nome, número 2,17% maior do que os 17,3 milhões de 2012. O número também é maior do que em 2011, quando foi de 16,9 milhões.
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