Trabalhadores de diversas categorias interditaram completamente a avenida Paulista na região do Masp em São Paulo. O ato fez parte do "Dia Nacional de Lutas", convocado por centrais sindicais. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 3,5 mil manifestantes fecharam os dois sentidos da via.
A Paulista se juntou a outras importantes vias da cidade que foram palco de interdições ontem na capital de São Paulo, como a avenida do Estado e avenida 23 de Maio. Já na zona sul, um protesto com cerca de 5 mil trabalhadores de 35 metalúrgicas da região transformou-se em um ato contra a presidente Dilma Rousseff. Enquanto caminhava, o grupo repetia xingamentos a presidente.
Comerciários da rua 25 de Março também fecharam as lojas. Ligados à central UGT (União Geral dos Trabalhadores), os sindicalistas adotaram o slogan "Se Liga, Dilma" para defender a pauta comum dos trabalhadores contra o fator previdenciário e pela redução da jornada de trabalho. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT e dos comerciários de São Paulo, participaram do movimento cerca de mil pessoas.

Rio
No Rio de Janeiro, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para afastar cerca de 50 jovens que protestavam contra a prisão de um dos integrantes do grupo, na altura da Candelária, no ato promovido pelas centrais sindicais. Com o uso de bombas de efeito moral usado pela PM, várias pessoas ficaram com os olhos lacrimejando e reclamaram do uso da força pelos militares.
Em Brasília, cerca de 1,5 mil pessoas protestaram em frente ao Congresso Nacional, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal. Os manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios durante a tarde e fizeram atos nos ministérios da Agricultura e das Comunicações. Em frente ao Congresso, parte dos manifestantes ouviram discursos dos representantes dos trabalhadores sentados no gramado ou em frente ao espelho d'água. Policiais fizeram um cordão de isolamento em frente ao Parlamento.

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