35% das famílias são chefiadas por elas
Curitiba - A pesquisa aponta que as mulheres são 51% da população e 52% delas estão ocupadas ou procurando trabalho. A economista do Dieese de São Paulo e coordenadora do anuário, Patricia Lino Costa, destacou que a mulher contribui com cerca de 47% da renda familiar e 35% das famílias são chefiadas por esse grupo, que totaliza 22 milhões de brasileiras.
No entanto, muitas ainda não se preocupam com a aposentadoria. Cerca de 52% delas contribuem para a Previdência Social. Na categoria das empregadas domésticas o quadro é pior. De um total de 6,9 milhões de trabalhadoras, apenas 30% contribuem para a Previdência. ''A informalidade ainda é muito grande'', disse. A vice-presidente da Força Sindical no Paraná, Maria Donizete Teixeira Alves, destacou que a informalidade é bem acentuada em salões de beleza e cooperativas de reciclagem de lixo. ''A principal razão é a falta de informação'', apontou.
Outra questão que dificulta o avanço da mulher no mercado de trabalho é o cuidado com os filhos. Hoje, cerca de 18,3% das crianças de zero a três anos frequentam creches e há um deficit destas instituições no País. ''Isso limita a atuação da mulher no mercado de trabalho'', disse Patricia. Muitas acabaram optando por serem mães após os 30 anos e não mais aos 22. Nesta época, segundo Maria Donizete, já estão com a carreira mais estabilizada.
A participação na esfera política também ainda não é a ideal. As mulheres são 12,5% dos vereadores, 9% dos prefeitos, 12% dos deputados estaduais, 8% dos deputados federais e 14% dos senadores. Mas, a presidente já é uma mulher.
Um capítulo do anuário é dedicado à violência. Enquanto a violência doméstica no Brasil para os homens é de 12,3%, as mulheres agredidas somam 43%. O número de denúncias de casos contra a mulher subiu de 46 mil em 2006 para 734 mil em 2010. (A.B.)





