Curitiba - Uma fila de 33 navios aguardava para atracar ontem no Porto de Paranaguá. Para o assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, o principal motivo das filas é a falta de estrutura do porto. Do total de navios que estão ao largo, 11 são de fertilizantes. ''Temos um movimento de chegada de fertilizantes muito grande. São navios de 30 mil toneladas e estas cargas demoram cerca de 15 dias para serem desembarcadas'', disse. Além disso, segundo ele, a chuva tem atrapalhado a movimentação.
De acordo com ele, além de fertilizantes, as embarcações estão carregadas com madeira, automóveis, soja e farelo de soja. Camargo acredita que o porto ainda sofra com filas de caminhões neste ano em função do preço favorável da soja. A partir deste mês começa o escoamento da safra de soja e milho que, tradicionalmente, eleva o volume de caminhões em direção ao porto.
Segundo ele, o problema de espera de navios começou há cerca de dois meses. A espera gera uma multa (demurrage) de US$ 40 mil a US$ 50 mil por dia. Só em janeiro, segundo Camargo, houve um acúmulo de US$ 20 milhões de demurrage. ''Há navios que ficam de 40 a 50 dias aguardando no porto'', disse. Assessoria da APPA disse desconhecer a fila.

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