Apesar dos mais de 20,4 mil novos títulos publicados no Brasil em 2011, o que parece é que o consumidor brasileiro não procura diversificar na hora de adquirir tal produto. Poucas editoras são prestigiadas de forma mais significativa. É o que aponta um estudo divulgado pela GfK Brasil: apenas 10 editoras - em um universo de 4,5 mil analisadas - foram responsáveis por quase 30% do faturamento do mercado editorial no País.
Outro dado curioso: em cinco meses analisados deste ano, foi constatado que entre 150 mil títulos comercializados no Brasil, 20 deles corresponderam a 8% do faturamento do setor. Já os dez ''blockbusters'' foram responsáveis por 5,8%, enquanto três títulos mais vendidos contribuíram com 3,6% do montante total. O estudo avalia o cenário de vendas em livrarias, sites e outros pontos de vendas como supermercados e lojas de departamento.
Os consumidores ouvidos pela FOLHA disseram que não são muito influenciados pelas editoras e livrarias na hora de escolher um título que lhe agrada, mas certamente procuram bons preços.
O consultor na área de construção civil, Nelson Saiz, morava na Europa onde frequentava muitas bibliotecas e livrarias. Ele diz que na Espanha os preços são mais acessíveis, mas quando gosta do título, mesmo que custe mais caro, não deixa de levar. ''Se gosto, não ligo de pagar. Também acho que não sou muito influenciado pelos livros que ficam expostos nas principais prateleiras das livrarias.''
Já a estudante Janaina Dalto relata que agora está consumindo muitos livros relacionados a arte e filosofia. Ela conta que já chegou a investir por volta de R$ 130 em um título e que geralmente não leva produtos que estão elencados em listas ''dos mais vendidos''. ''Estas listas não me atraem. Gosto de 'fuçar' entre as prateleiras para encontrar algo realmente interessante'', complementa. (V.L.)

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