O número de usuários da rede de quarta geração ainda não atingiu as expectativas do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O ano de 2013 se encerrou com 1,3 milhão de celulares 4G no País. Em dezembro, 400 mil celulares migraram do 3G para o 4G. A média é de 200 mil aparelhos ao mês.
Rezende acreditava que o ano se encerraria com 4 milhões de usuários no 4G. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, achava que esse número seria ainda maior. Parte disso pode ser explicada pelo valor do aparelho, que ainda custa mais de R$ 1 mil. A esperança está no aumento da cobertura e na queda dos preços dos aparelhos.
A maior parte dos brasileiros sequer está na rede de terceira geração. De acordo com o presidente da Anatel, o 2G ainda predomina no País. Para ele, esta predominância pode ser explicada pela cobertura. Enquanto a rede de segunda geração hoje alcança todos os municípios brasileiros, o 3G chega a apenas 3.473 municípios, onde mora 90% da população.
O presidente da Anatel afirmou, nesta última terça-feira, entretanto, que a situação deve se inverter a partir de junho, quando o número de celulares 3G deverá exceder o número de aparelhos 2G. O que poderá impulsionar o uso do 3G, na sua visão, é o aumento da competição entre as operadoras, que faz baixar o preço dos pacotes 3G e dos aparelhos; e o crescimento da renda do brasileiro, que passará a investir em aparelhos com acesso à internet.
Apesar deste panorama, o ritmo de uso do 2G, na visão de Flávio Borsato, diretor de Engenharia e Operações da Sercomtel, vem seguindo em um ritmo normal. "A rede 2G é de 10 anos atrás. Mas a curva (de migração para o 3G) é logarítmica. Tende a acelerar por causa do uso de smartphones e de redes sociais."
Na sua opinião, em cerca de um a dois anos, a rede 2G poderá até ser desabilitada devido à diminuição do uso. E então, a faixa de frequência utilizada por ela, de 1.800 MHz, poderá ser utilizada pela rede 4G – apesar de ainda não haver regulamentação para isso. Este será o momento em que a Sercomtel terá interesse em investir na rede de quarta geração, afirma Borsato. A Sercomtel não participou de leilões de faixas de frequência para o 4G.(M.F.C./ Com Agência Estado)

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