A empresa compra terreno para se instalar na cidade num local onde o tipo de edificação desejado não é permitido. Ela vai à Prefeitura e pede a mudança do zoneamento. O Executivo concorda e propõe a alteração à Câmara, mas o projeto de lei não tramita na velocidade desejada pela iniciativa privada. Falhas no projeto, interesses políticos e comerciais contrariados, denúncia ao Ministério Público, pressões de todos os lados: tudo conspira contra o empreendimento.

Este enredo, com alguma variação, já é bem conhecido em Londrina. E agora envolve a LOG Commercial Properties e Participações, que pretende construir um complexo logístico e industrial na cidade, no entroncamento da PR-445 com a BR-369. O número de empregos a serem gerados chega a 2,5 mil, segundo Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), hospedado no site da Câmara Municipal.

O terreno, comprado no ano passado, tem 150 mil metros quadrados e o zoneamento local é o ZC5 (comercial). Pela atual Lei de Uso e a Ocupação do Solo, esse zoneamento permite comércio e indústrias de baixo impacto poluente, caso da LOG. Também admite Polo Gerador de Tráfego (PGT). O problema está na altura da edificação, limitada a nove metros. O centro logístico precisaria de 15 metros de altura para a armazenagem de contêineres.

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