São Paulo - Cerca de 25% dos assinantes de telefonia móvel trocam de aparelho ao menos uma vez ao ano e apenas 10% têm interesse em mudar de operadora imediatamente. Esta foi a conclusão a que o Ibope Mídia chegou, com base em entrevista com oito mil pessoas acima de 16 anos. O levantamento, feito entre novembro e dezembro de 2006, englobou todas as regiões do País.
O baixo interesse dos assinantes por abandonarem suas prestadoras de serviço chamou a atenção dos pesquisadores, uma vez que as operadoras de telefonia móvel sempre estiveram no topo das listas de reclamações do consumidor.
Pesquisa do Yankee Group apurada em dezembro do ano passado mostrou uma inclinação diferente. Questionados se mudariam de operadora no caso de poder preservar o número de suas linhas, 48% dos 610 entrevistados nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte se mostraram propensos à mudança. Com a portabilidade numérica, que deve entrar em pleno vigor em março de 2009, o usuário de telefones fixos ou móveis poderão garantir seus números, mesmo que mudem de operadora ou de endereço dentro de uma mesma área geográfica.
O estudo do Ibope Mídia tem outro dado interessante: independente da classe social, um quarto dos domicílios brasileiros tem pelo menos duas linhas de telefone móvel. O sistema pré-pago é o mais comum entre os jovens. No que diz respeito aos recursos disponíveis no aparelho, o mais utilizado é o de envio e recebimento de mensagens de texto (SMS).
''Esse estudo mostra que o brasileiro está acompanhando a tendência mundial de ficar cada vez mais antenado com o mundo. Ou seja, de uma forma ou de outra, os diversos meios de comunicação disponíveis no mercado vêm sendo incorporados ao cotidiano do consumidor brasileiro, independente de sua classe social ou região'', afirma Dora Câmara, diretora-comercial do instituto que pertence ao Grupo Ibope.
No que diz respeito à telefonia fixa, mais de 80% dos proprietários destas linhas faz ligações interurbanas e um quarto dos domicílios da classe A tem ao menos duas linhas do gênero.
Mais de 70% das pessoas da classe A acessam a internet em suas residências. Segundo o estudo, independente da classe socioeconômica, mais de um terço das pessoas que entram na grande rede de seus domicílios não o faz de nenhum outro lugar. ''Dentre os internautas que afirmaram não ter acesso à banda larga, 42% pretendem adquirir o serviço nos próximos seis meses'', mostra o estudo.
Perto de dois terços das residências da classe A possui TV por assinatura, especialmente na região Sudeste e nas capitais do Brasil. A pesquisa mostra grande fidelidade do usuário a este serviço: 71% de quem tem TV paga pretende ficar com a mesma operadora e o mesmo pacote.
Foi constatado que existe ao menos um aparelho de TV em quase todos os domicílios, sendo que há dois ou mais televisores em mais de um terço deles. Para 63% das pessoas, a maior variedade/diversidade de canais e programas, além da imagem e do som, são fatores importantes para motivar a compra de uma antena parabólica para o domicílio.
De acordo com o estudo, embora a antena parabólica seja muito utilizada nas cidades pela classe C e também esteja presente em grandes concentrações nas zonas rurais, a antena interna ainda é a mais utilizada pela população.

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