2013 será ano de recuperação da economia
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O próximo ano vai ser de recuperação da economia com a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 3,5% e 4% contra a estimativa de 1,5% para o fechamento de 2012. Os estímulos fiscais como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) devem continuar e o governo federal deve ampliar os investimentos públicos. A previsão de crescimento para o Brasil deve se concretizar supondo que o País não sofra com quebra de safra na agricultura.
A taxa de juros básica da economia - a Selic - deve fechar 2012 em 8,47% em no próximo ano a previsão é ficar em 7,25%. O dólar deve encerrar este ano em R$ 1,95 e, a perspectiva para 2013 é de R$ 2,03. Estas são algumas conclusões do debate ''Discutindo Economia'' promovido ontem pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) que reuniu economistas ligados às áreas de agricultura, emprego, indústria e do segmento acadêmico.
A indústria do Paraná deve ter um crescimento modesto. A previsão é que as vendas industriais tenham uma elevação de 3,5% contra 2,5% em 2012 - apenas um ponto percentual. Um dos motivos para a recuperação prevista para a indústria é a oferta de crédito que cresceu 990% no Brasil (crédito pessoal) e 576% no crédito para veículos entre 2002 e 2012.
A quebra de safra agrícola deve pressionar a inflação até o primeiro trimestre de 2013. Nos Estados Unidos espera-se que o presidente Barack Obama consiga manter os estímulos fiscais e que a economia americana cresça 2% no próximo ano. Na Zona do Euro, as perspectivas são de crescimento de 0,5%, o que se traduz em uma espécie de estagnação, o que é melhor que um cenário de queda no PIB.
O economista e coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo, Lucas Dezordi, acredita que os Estados Unidos e a Europa não vão deixar a economia mundial entrar em recessão em 2013. Para o Brasil, um dos desafios vai ser melhorar a competitividade.
Na área da agricultura, a expectativa é que o Brasil tenha um papel fundamental na formação de estoques agrícolas mundiais, segundo o assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Gilson Martins. Para ele, haverá recomposição de estoques e os preços devem ficar favoráveis para os produtores rurais. No entanto, um fator que pode mudar as previsões é o comportamento do clima. As cooperativas devem realizar ampliação da produção em 2013.
Apesar das perspectivas positivas, o calcanhar de Aquiles da agricultura continua sendo a infraestrutura em portos, rodovias e ferrovias. Ele lembrou ainda que há cooperativas com dificuldades de mão de obra. Por isso, há a necessidade de investimento em capacitação.
Ele acredita que as cooperativas paranaenses devem crescer em 2013 com base no aumento do consumo de alimentos, especialmente pela China, e com os preços favoráveis para o agronegócio. O outro motivo para alavancar o setor é o alto grau de investimentos deste segmento no Paraná. Para este ano, as cooperativas paranaenses projetam um faturamento de R$ 35 bilhões contra R$ 32 bilhões em 2011.
Martins destacou que a previsão para a safra de verão brasileira de 2012/13 é de 181 milhões de toneladas que, se confirmada, seria a maior de todos os tempos. Para o Paraná, a estimativa é de 22,7 milhões de toneladas. Para o milho, a produção paranaense deve ficar em 6,9 milhões de toneladas e para a soja de 15,2 milhões de toneladas. A área de soja deve crescer 5% no Estado e a de milho tem previsão de redução de -13%.


