2012 terá economia mais aquecida e inflação em queda
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Mariana Fabre <br> Reportagem Local 
As medidas adotadas pelo Banco Central para controlar a inflação e frear o crescimento da economia desde o final de 2010 começaram a surtir efeito já no primeiro semestre de 2011. Essa é a avaliação apresentada ontem pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. Segundo ele, a estimativa para 2012 é de que a economia apresente crescimento superior ao registrado este ano e de que a inflação mantenha a trajetória de queda.
''Conseguimos convergência da inflação para meta desde maio. E essa convergência prosseguirá nos próximos meses'', afirma Tombini. Ele ainda avalia que as instituições financeiras brasileiras têm uma exposição cambial menor hoje se comparada ao passado. As expectativas para 2012 apontam uma redução de 1,87 pontos percentuais até maio, em relação ao pico de 7,31% alcançado em setembro deste ano.
Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, as medidas de restrição ao crédito e aumento da taxa de juros foram excessivas e resultaram em forte impacto no crescimento da economia. ''A desaceleração foi maior do que o esperado'', comenta. Ele explica que a previsão é de que até o final do ano o acumulado da inflação chegue a 6,6%. ''A estimativa do mercado é de que o índice fique em torno de 0,50% e 0,60% nos próximos meses e de que feche 2012 em patamares abaixo dos deste ano'', afirma.
Silva lembra que no início de 2010, a taxa Selic estava em patamares de 8,75% e chegou a estar acima de 12% este ano. ''Atualmente estamos no patamar de 11% e a expectativa é de que os juros continuem caindo em 2012 para estimular a economia'', estima. O economista aponta que o agravamento da crise financeira europeia ainda pode afetar a economia brasileira no último trimestre do ano, dificultando as exportações. Ele observa, entretanto, que a queda dos preços das commodities no cenário internacional foi positiva no sentido de controle da inflação do País.
Para 2012, o economista diz que o mercado prevê crescimento de 3,5%, valor ligeiramente superior ao esperado para este ano, de 3%. Já a inflação deve cair de 6,6% para cerca de 5,5%. Segundo Silva, a previsão do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) é de que o crescimento da economia paranaense seja de 4,10% em 2011, superando o índice nacional. ''Mas, a expectativa é de que os preços das commodities continuem caindo ou se mantenham nos atuais patamares, o que é ruim para a balança comercial e pode atingir negativamente a economia do Paraná'', argumenta.
No cenário internacional, o presidente do BC analisa que a economia dos Estados Unidos têm apresentado melhora acima do esperado, mas alguns riscos permanecem. Com relação a crise na Europa, Tombini considera que a zona do euro passa por problemas ainda não solucionados.(Com Agência Estado)



