2012 foi o ano com menor desemprego
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A taxa de desocupação em 2012 (5,5%) foi a mais baixa da série histórica iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O instituto divulgou ontem os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de dezembro e a média anual. Em 2011, a taxa de desocupação havia sido de 6% e, em 2003, de 12,4%.
A PME mostra que a desocupação recuou nos últimos meses do ano passado. Em dezembro, a taxa foi de 4,6%, contra 4,9% de novembro. O IBGE pesquisa apenas seis regiões metropolitanas no País e a diferença entre um mês e outro representa 72 mil pessoas. Quando é analisado o ano inteiro, a taxa de desocupação representou 1,3 milhão de pessoas, 6,1% a menos que em 2011 (1,4 milhão).
Em dezembro, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,6 milhões) cresceu 1,3% na comparação com novembro, e teve elevação de 3,6% na comparação com dezembro de 2011, o que representou um adicional de 408 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano.
Esses resultados, segundo o IBGE, levaram a um recorde na proporção de trabalhadores com carteira assinada (10,9 milhões) em 2012 em relação ao total de ocupados: 49,2%, frente a 48,5% em 2011.
O rendimento médio real habitual dos ocupados em dezembro (R$ 1.805,00) caiu 0,9% em comparação com novembro. Frente a dezembro de 2011, cresceu 3,2%. Já a média anual do rendimento habitualmente foi estimada em R$ R$ 1.793,96, o que correspondeu a um crescimento de 4,1%, em relação a 2011.
Para o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Paraná, os números do IBGE devem ser olhados com cautela. "O IBGE só mede o desemprego aberto, ou seja, quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho nos últimos sete dias", afirma. Quem não procurou emprego ou fez algum bico na semana anterior à pesquisa não conta como desempregado para o instituto.
Ele também ressalta que a pesquisa não reflete a realidade do Brasil e sim das regiões metropolitanas. Na pesquisa do Dieese, o desemprego é bem maior, 10,5% em 2012, contra 10,5% em 2011. Mas também vem apresentando redução nos últimos anos. "Os índices vêm caindo desde 2004, com o reaquecimento da economia" declara.
Apesar da taxa recorde do IBGE, o economista afirma que o desemprego caiu menos que se esperava no ano passado, devido à desaceleração da economia com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em apenas 1%. "Confirmada a projeção de crescimento de 3% em 2013, a geração de empregos será bem maior", diz Silva.
Londrina
Não há dados disponíveis a respeito do desemprego em Londrina. A secretária municipal do Trabalho, Kátia Gomes, afirma acreditar que a cidade segue a tendência nacional. Segundo ela, a média semanal de vagas abertas no Sine é de 1,2 mil, sendo que a grande dificuldade de preenchê-las é a falta de qualificação.
"Hoje (ontem) tínhamos 620 vagas de telemarketing. A pessoa precisa ter um mínimo de qualificação, precisa falar corretamente. Nem sempre é fácil preenchê-las", ressalta. O setor de construção civil é outro que oferece muitas oportunidades de emprego na cidade, de acordo com ela. "E também há problemas relacionados à falta de qualificação nesta área", ressalta.



