O ano de 2001 começou com anúncios de demissões em todo o mundo. A revista Business Week, na edição com data de 12 de fevereiro, diz que a General Electric planeja demitir 75 mil funcionários ao longo dos próximos dois anos. Um porta-voz da empresa, ouvido pela emissora de televisão CNBC, afirmou que a informação não é verdadeira.
De acordo com a Business Week, o corte planejado corresponde a 15% do número de funcionários da GE em todo o mundo. Citando analistas que teriam conversado com executivos da GE, a revista diz que cerca de 50 mil dos funcionários a serem demitidos são da Honeywell, cuja fusão com a General Electric deverá ser concluída nas próximas semanas. A Honeywell tem 120 mil funcionários.
Os analistas ouvidos pela Business Week disseram que algo entre 5 mil e 10 mil demissões acontecerão nas divisões de eletrodomésticos, iluminação, plásticos e mídia. Essas seriam as divisões da empresa mais vulneráveis à desaceleração da economia. De acordo com a agência Dow Jones, há poucas semanas o executivo-chefe da GE, Jack Welch, anunciou que a empresa estava planejando demissões, mas não citou números.
Consultada sobre reportagem da revista Business Week, a sede da empresa no Brasil divulgou ontem uma nota negando que as demissões atingirão o País. O documento diz que na América do Sul, a descontinuidade da Montgomery Ward não causa qualquer impacto e a aquisição da Honeywell é de pouca representatividade em relação ao contexto global.
Já na Alemanha, o Deutsche Bank informou que reduzirá 2,6 mil empregos como parte de um plano de reestruturação de suas atividades. Após anunciar um lucro líquido recorde em 2000, a instituição, a segunda maior do mundo, informou que vai unificar suas cinco unidades em duas, com o objetivo de manter o máximo de eficiência.
Nesse processo, 2,6 mil empregos serão cortados, principalmente, na Alemanha, mas também nas unidades de Londres e Nova York. Os cortes ocorrerão, principalmente, nas áreas de tecnologia e operacional. O Deutsche Bank subdividirá suas atividades em uma unidade para atendimento de clientes institucionais e de corporações e outra para gerenciamento de recursos e atendimento a clientes privados.
O anúncio da reestruturação foi feito pelo presidente do banco Rolf-Ernst Breuer, durante a conference call, em Frankfurt, que se seguiu à divulgação do balanço da instituição. O Deutsch e Bank reportou lucro líquido de 4,94 bilhões de euros (US$ 4,66 bilhões) no ano passado, mais do que o dobro do ganho de 2,45 bilhões de euros registrado em 99. O resultado confirmou as estimativas do mercado. O lucro por ação cresceu para 9,02 euros, de 4,86 euros em 99. Os números do banco, no entanto, perderam força no último semestre de 2000.
Breuer afirmou que o primeiro trimestre foi o melhor no ano passado e que o crescimento do lucro diminuiu no terceiro trimestre, enquanto a taxa de expansão ficou inalterada nos últimos três meses do ano.

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