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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Reportagem Local 
O volume de vendas do setor de eletroeletrônicos, que representa cerca de 3,34% do (PIB) Produto Interno Bruto do País, cresceu em média 5% no ano passado em relação a 2017. Os dados são da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).
Para José Jorge do Nascimento, presidente da entidade, foi um bom desempenho, principalmente quando se leva em conta que ao longo de 2018 o setor sofreu com os reajustes de matérias-primas como plástico e aço, com a greve dos caminhoneiros e os problemas que se seguiram relacionados ao valor do frete e com a incerteza política da eleições, que seguraram o consumo.
A linha branca, representada principalmente por fogão, lavadora de roupa e geladeira, passou no período de 13,9 milhões de unidades para 14,6 milhões, o equivalente a um crescimento de 5%.
No segmento ar condicionado, o modelo janela saiu de 251 mil em 2017 para 416 ao final de dezembro passado, com expressivo crescimento de 65%.
Já a linha split ampliou a quantidade de produtos de 3 milhões para 3,1 milhões de unidades, um aumento de 3%. Na linha marrom, segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus ), a produção de televisores teve aumento de 1% no período, saindo de 11,3 milhões de unidades em 2017 para 11,5 milhões em 2018.
"A previsão, apenas em televisores, para 2019, é de fecharmos com 12 milhões de aparelhos", acrescentou o presidente da Eletros. Outro produto ligado ao calor acima da média, os ventiladores, passaram de 9,8 milhões de unidades para 10,4 milhões no mesmo período, o que representa aumento de 6%.
No início de 2017, a Eletros anunciou a expectativa de fechar o ano com crescimento de até 15% em 2018 e chegou a anunciar, no meio do ano, alta na produção de 14,6%. Mas acabou tendo desempenho positivo de 5%.
"Em 2019 esperamos crescer entre 5% e 10%, estamos confiantes na gradual recuperação da economia, em medidas econômicas que estão sendo anunciadas e também na aprovação das reformas, sobretudo da Previdência Social", disse Nascimento.
A Eletros critica o tabelamento do frete. "O tabelamento não ajuda os caminhoneiros e os prejuízos acabam sendo transferidos para os consumidores. A greve acabou, mas seguimos tendo problemas com um tabelamento de frete desproporcional, que difere da realidade das nossas políticas de preços".
O impacto do tabelamento representa aumento de 186% no valor do custo de frete para o setor, segundo a Eletros.


