O pagamento do 13º salário deve injetar este ano na economia paranaense cerca de R$ 5,444 bilhões, o que corresponde a 5,35% do total do valor pago em todo o Brasil (em torno de R$ 102 bilhões) e 34,80% da região Sul. O montante significa 2,54% do PIB estadual e indica um crescimento de 21,65% em relação ao valor pago a título de 13º no ano passado. O Paraná registra o quinto maior valor do País, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Os números foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) juntamente com os dados nacionais (ver matéria nesta página). Por lei, a primeira parcela do 13º salário deve ser paga até o dia 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.
A estimativa é que 4,464 milhões de pessoas sejam beneficiadas no Paraná, número 4,82% superior ao registrado em 2009. A quantidade corresponde a 6% do total que terá acesso ao benefício no Brasil e a 35,3% na região Sul.
Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 62,1% dos beneficiados no Estado, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 35,5%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,4%. Em relação aos valores que cada segmento receberá, os empregados formalizados ficam com 73,8% (R$ 4,016 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 20,7% (R$ 1,126 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Estado do Regime Próprio caberão 4,2% (R$ 226,9 milhões) e para os empregados domésticos serão destinados 1,4% ou R$ 75 milhões.
O valor médio do 13º no Estado - R$ 1.168,68 - também aumentou 16,66% na comparação com o ano passado. Segundo o Dieese, o maior valor, na média, é pago a assalariados dos setores público e privado (R$ 1.448,35) e o menor a empregados domésticos com carteira assinada (R$ 692,11).
Conforme o economista Sandro Silva, do Dieese-PR, a principal justificativa para o crescimento do montante pago como 13º no Paraná é o aumento do valor médio dos salários. No geral, ele avalia que o aquecimento da economia contribui para o bom momento, levando em conta a ascensão dos empregos formais e da renda no País.
''Considerando as convenções coletivas, neste ano tivemos o aumento do número de categorias com aumento real e também com patamares maiores, a exemplo dos metalúrgicos e dos bancários'', analisa Silva. Segundo o economista, tradicionalmente, a maior parte dos recursos do 13º vai para o comércio. ''São três vertentes: as pessoas pagam dívidas, aproveitando para limpar o nome e obter equilíbrio do orçamento; fazem compras de final de ano, incluindo presentes e viagens; e investem uma pequena parcela na poupança'', afirma o economista.
Até ontem, o Diesse-PR não tinha concluído a estimativa, por cidades no Estado, do valor pago a título de 13º salário.

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